NOVO ESQUEMA LUSSATY NAS FORÇAS ARMADAS ANGOLANAS - AUDITORIA DETECTA 30 MIL "FANTASMAS" NO SISTEMA DE GESTÃO DAS FAA



De olho nas irregularidades no sistema de gestão dos efectivos das Forças Armadas Angolanas (FAA), foi desencadeada uma auditoria que descobriu que as coisas não marcham bem naquele órgão castrense, em virtude de indícios preliminares de inconsistências entre os efectivos registados administrativamente e os efectivos realmente existentes nas unidades, estabelecimentos e órgãos militares.


Há cerca de dois anos, o Chefe da Direcção Principal do Pessoal e Quadros (DPPQ) do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA) procedeu ao afastamento abrupto dos responsáveis pelas áreas de Registo, Informática entre outros, sem processos formais conhecidos ou fundamentação clara.


Fisioterapia ao domicílio com a doctora Odeth, liga agora e faça o seu agendamento, 923593879 ou 923328762


Em sua substituição, foram nomeados elementos alegadamente inexperientes, sem prévia preparação e com histórico anteriormente de má conduta no exercício de funções anteriores, facto que, à época, já gerou preocupação interna.


Os novos oficiais nomeados começaram por instaurar um ambiente de ameaças e discórdias nas áreas onde foram nomeados, o que minou o ambiente laboral da direcção.


Evoca-se também a centralização anómala de funções sensíveis, após essas mudanças, designadamente: a estrutura funcional da DPPQ, devido à complexidade e fragilidade dos seus processos funcionais, nos últimos, e foi articulada para que houvesse pontos de controlo e auditoria, ou seja, uma única área ou oficial nunca eram responsáveis únicos por iniciar e terminar processos administrativos sem a intervenção de outros. 


Esta estrutura permitia que os vários intervenientes de um processo tivessem a oportunidade de verificar a legalidade do tratamento dado a este pela área anterior.


Actualmente, os processos são concentrados na responsabilidade de oficiais “de confiança” do actual chefe, fazendo até com que determinados oficiais e sargentos não tenham conhecimento nem visibilidade sobre assuntos que constituem os seus deveres funcionais.


A título de exemplo, sobre o contacto com o MINFIN nas questões salariais, foi restringido, ficando concentrado exclusivamente na pessoa do Chefe da DPPQ e assumiu a responsabilidade suprema de verificação e validação dos dados de salário, partilhando eventualmente com o Capitão Meudinho Henriques.


Os restantes técnicos foram afastados dos processos de validação e submissão da folha salarial, inclusive os responsáveis do processamento salarial dos ramos que, inicialmente, gozavam de autonomia; estão completamente dependentes do Capitão Meudinho e do Capitão Fábio Edmundo da Silva, sendo que, criou-se um ambiente de opacidade na gestão de dados financeiros críticos do Pessoal das Forças Armadas.


Quanto à operação de “verificação de efectivos” com indícios de desvio de finalidade, a nossa investigação sabe que foi

desencadeado um trabalho abrangente nas Regiões Militares e Ramos, sob alegada verificação e localização de 30.000 efectivos fantasmas no Exército. 


Porém, o processo decorreu com elevado nível de secretismo, de tal modo que a comissão trabalhava nos dados de determinada unidade, sem que os gestores e militares tivessem contacto ou opções de esclarecimentos de situações de gestão, o que fez com que a própria Comissão de Averiguações assumisse deliberadamente e desconhecidamente cenários normais de gestão dos efectivos.


A título de exemplo, no que a existência  de fantasmas diz respeito, existe uma senhora que é supostamente familiar do Vice-Almirante Sousa que ganha salário de um  coronel, mas nunca foi coronel. Numa só sentada, esta cidadã terá recebido 30 salários por gozo de férias.


No decorrer de uma auditoria realizada em Janeiro de 2026 na Direcção Principal de Pessoal e Quadros do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), foram detectadas múltiplas inconformidades no sistema de gestão de efectivos e no processamento de vencimentos.

 

A auditoria foi desencadeada em virtude de indícios preliminares de inconsistências entre os efectivos registados administrativamente e os efectivos realmente existentes nas unidades, estabelecimentos e órgãos militares.


Devido às irregularidades identificadas, Gonçalo Lourenço de Sousa, então Chefe da Direcção Principal de Pessoal e Quadros, foi formalmente considerado arguido no âmbito do Processo-Crime n.º 04/2026, levantando suspeitas de responsabilidade administrativa e criminal relativamente à gestão de efectivos e processamento de vencimentos.


No seguimento das verificações efectuadas, constatou-se:o processamento salarial de 3.232 efectivos sem efectividade confirmada, incluindo militares e pessoal civil, com impacto financeiro estimado em Akz 2.868.385.953,60.


Fala-se da inclusão indevida de 84 militares falecidos nas folhas de vencimento, com pagamentos realizados entre Novembro de 2025 e Janeiro de 2026;presença de militares licenciados  à reserva, disponibilidade e à reforma ainda activos no sistema de remuneração; existência de duplicidade de salários, associada a detecção de Bilhetes de Identidade duplicados, sugerindo possível fraude documental, num esquema idêntico ao Major Lussaty, apanhado na operação Caranguejo.

Joana Clementina 

Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação 

Postar um comentário

0 Comentários