Caso “dívida milionária” da Jetour Angola: Silêncio gera preocupação



O processo judicial que envolve a Jetour Angola e o seu ex-director-geral, Smith de Azevedo, ameaça tornar-se um dos mais controversos do sector automóvel angolano nos últimos anos. Em disputa estão cerca de 4 mil milhões de kwanzas (aproximadamente 6 milhões de dólares), alegações de desvio de viaturas, suspeitas de falsificação de modelos e uma queda acentuada no desempenho comercial da marca, cujas vendas actuais não ultrapassam 20 unidades por mês.


A morosidade da justiça angolana na condução do caso — sem decisão definitiva há mais de quatro anos — levanta sérias dúvidas sobre a eficácia e independência do sistema judicial, alimentando especulações sobre possíveis interferências externas.

 



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O litígio teve início quando Smith de Azevedo recorreu aos tribunais para reivindicar o pagamento de uma alegada dívida de 4 mil milhões de kwanzas. Em resposta, a Jetour apresentou uma queixa-crime junto dos Serviços de Investigação Criminal (SIC), acusando o ex-gestor de desvio de viaturas. Mais de uma dezena de ex-colaboradores foram igualmente implicados, tendo as suas contas bancárias congeladas desde 2022.

 

Apesar da gravidade das acusações, o processo permanece sem desfecho judicial, o que compromete a confiança pública e expõe o caso a manipulações e distorções.

 

Smith de Azevedo denunciou ao Club-K a existência de um grupo organizado que estaria a difundir informações falsas nas redes sociais, com o intuito de manchar a sua imagem e confundir a opinião pública. Segundo ele, os alegados autores agiriam a troco de benefícios atribuídos por membros da direcção da CHINANGOL, empresa ligada ao sector.


Enquanto o processo se arrasta, a Jetour enfrenta consequências directas no mercado. De um desempenho robusto — com vendas mensais na ordem das 200 viaturas — a marca passou a comercializar menos de 20 unidades por mês, segundo fontes internas. As campanhas publicitárias foram suspensas, os outdoors removidos e a confiança dos consumidores deteriorou-se visivelmente.


A crise alastrou-se às redes sociais, onde se multiplicam reclamações sobre atrasos na documentação, problemas técnicos e falhas de fábrica. A pressão foi tal que a página oficial da Jetour Angola no Instagram chegou a ser temporariamente suspensa, devido ao elevado volume de críticas.


Paralelamente, surgiram denúncias de que o modelo Jetour X30 seria uma cópia do Tiggo3-2016, levantando suspeitas de falsificação industrial. A denúncia foi submetida ao SIC, mas não houve avanços visíveis na investigação, contribuindo para a percepção de que o caso está a ser tratado com discrição incomum, contrastando com a abordagem normalmente adoptada em processos envolvendo empresas de menor expressão.


Especialistas alertam que a morosidade judicial não é um mero detalhe técnico: ela afecta a credibilidade do sector automóvel, desencoraja o investimento estrangeiro e compromete a confiança dos consumidores.


O prolongado silêncio institucional pode abrir espaço para pressões económicas, negociações informais e acordos pouco transparentes. O risco, segundo analistas, é que o caso deixe de ser apenas uma disputa empresarial e evolua para um escândalo de maiores proporções, com impacto negativo não apenas na imagem da Jetour, mas também na reputação do sistema judicial e regulatório angolano.

Club-K 


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