A Organização da Mulher Angolana (OMA), braço feminino do partido no poder (MPLA), está sendo acusada de hipocrisia e seletividade na defesa dos direitos das mulheres. Um vídeo viral que circula nas redes sociais aponta cinco momentos cruciais onde a OMA teria falhado em proteger mulheres em situações de violência e vulnerabilidade, mas agiu com força total contra um artista musical.
O cerne da crítica reside na disparidade entre a inação da organização perante abusos reais e a rápida mobilização para censurar o músico Tsunami, autor da canção controversa "Comeram Minha Banana".
1. Silêncio Ensurdecedor vs. Ataque Sonoro
A primeira e mais flagrante hipocrisia apontada é o silêncio da OMA diante da violência física e social.
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A organização "calou-se" quando mulheres foram espancadas nas ruas e quando as zungueiras (vendedoras ambulantes) foram humilhadas e agredidas por fiscais e polícias. Calou-se também quando mães clamaram por apoio financeiro e estrutural.
No entanto, bastou um músico lançar uma letra considerada "pejorativa e má" à imagem da mulher para que a OMA se levantasse "com toda a força", exigindo censura e punição. A conclusão é dura: para a violência real, há silêncio. Para uma letra de música, há indignação total.
2. Coragem Seletiva: Contra o Artista, Nunca Contra o Poder
A OMA demonstrou saber exatamente a quem recorrer para censurar o artista Tsunami, acionando instituições de direito para tomar posição sobre o caso. Contudo, essa mesma capacidade de mobilização legal desaparece quando se trata de enfrentar problemas estruturais.
O vídeo questiona por que a organização não recorre às mesmas instituições para exigir do Presidente da República soluções que evitem que mulheres se vejam forçadas à prostituição por falta de emprego.
A crítica é direta: "A coragem só aparece contra fracos, nunca contra o poder."
3. Punição a Produtores, Não a Agressores
Em vez de exigir punição para polícias e fiscais que abusam e agridem as mulheres, a OMA achou mais urgente punir produtores culturais.
Foi noticiado que a organização buscou retirar licenças de promotores que contratassem artistas com letras consideradas "indecentes". A acusação é clara: "Punem quem promove shows, mas não quem promove violência."
4. Rasgando a Constituição pela Censura
A intervenção da OMA no caso Tsunami resultou em instituições impedindo o músico de participar em espetáculos oficiais licenciados pelo Ministério da Cultura, o que é visto como um boicote.
O vídeo argumenta que, ao fazer isso, a OMA e as instituições cúmplices "rasgam a Constituição da República de Angola" (Artigos 42º e 43º), que garantem a liberdade de expressão e a liberdade artística. A organização prioriza a censura de uma música, ignorando o sofrimento real das mulheres.
5. Dignidade a Serviço do MPLA
O ponto final das acusações é que a OMA defende a dignidade da mulher apenas quando isso serve aos interesses políticos do MPLA.
A Organização da Mulher Angolana, historicamente ligada ao partido governante, é retratada não como um escudo protetor das mulheres, mas sim como um "instrumento do poder".
O resumo da hipocrisia é implacável: "Quando as mulheres sofrem, calam. Quando o músico canta, atacam."
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