General Big Jó procurado pela CIVICOP

 



A Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP) prepara-se para, em breve, procurar as ossadas do malogrado general da UNITA, Alírio Njolela Lena Gomes Jorge (https://www.club-k.net/index.php?option=com_content&view=article&id=17515:general-big-jo-o-comandate-da-escolta-de-savimbi-in-memoria&catid=41004&lang=pt&Itemid=1079), conhecido como “Big Jó”, executado pelas forças governamentais na manhã de 22 de fevereiro de 2002 — o mesmo dia em que Jonas Savimbi foi abatido, já durante a tarde.


Big Jó morreu durante uma ofensiva das Forças Armadas Angolanas (FAA) contra a sua base na Região Militar 29, situada na margem esquerda do Rio Luio, na antiga zona de Belo Horizonte, província do Moxico. Por volta das 7 horas da manhã, soldados governamentais invadiram o posto de comando e encontraram o general nos seus aposentos. Ele foi baleado nas pernas, ficando imobilizado. A sua esposa, Luísa Chipipa, ao presenciar a humilhação, reagiu cuspindo num dos soldados e foi morta com um tiro no peito. O bebê que carregava também morreu. O corpo de Big Jó teria sido exposto sobre uma pedra próxima à base.


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Até então, Big Jó era considerado um dos comandantes militares falecidos cujo corpo nunca foi localizado. No seio da UNITA, circularam versões segundo as quais, ainda ferido, teria sido colocado num helicóptero e lançado gravemente ferido nas matas, em retaliação às operações conduzidas durante a ocupação do Huambo pela UNITA após 1993. As autoridades nunca contestaram essa versão, tampouco esclareceram o destino dos seus restos mortais.


Segundo apurações recentes, a CIVICOP terá identificado soldados que participaram na sua morte e que poderão ajudar na localização do local onde se encontram os seus restos mortais.

 

A CIVICOP é responsável pela reconciliação nacional em Angola, incluindo a localização de ossadas de vítimas de conflitos políticos. A busca pelas ossadas de dirigentes da UNITA, como Big Jó, está em curso, embora não haja confirmação específica sobre a data exata da sua recuperação.

 

“Big Jó” ou “Lito”, destacou-se como um dos principais oficiais de confiança de Jonas Savimbi, assumindo funções na guarda presidencial da UNITA e especializando-se em engenharia de explosivos e operações militares. Formado em França, Marrocos e África do Sul, participou em várias batalhas decisivas, incluindo a “guerra dos 55 dias” no Huambo, e comandou unidades estratégicas como o Batalhão Mocho e a Região Militar 41.

 

Além do general Big Jó, a CIVICOP tem sido também solicitada para identificar e entregar as ossadas de outras figuras históricas da UNITA, como Jeremias Kalandula Chitunda (assassinado em novembro de 1992 por milícias fiéis ao governo angolano), António Dembo (antigo vice-presidente da UNITA), Ana Isabel Savimbi (antiga primeira-dama), António Perestrelo (antigo logístico das FALA), entre outros.

Club-K


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