A Comunicação Social angolana vive, infelizmente, um período marcado por conflitos internos, ódios, perseguições desmedidas e rivalidades entre colegas de diferentes níveis profissionais.
Este cenário tem-se agravado com a implementação do Qualificador Ocupacional, que, apesar de assentar em pressupostos verdadeiros e necessários, está a gerar profundas divergências entre os profissionais mais frágeis e os mais favorecidos.
É lamentável constatar que, em vários casos, os Departamentos de Recursos Humanos recebem relatórios, documentos e propostas pouco abonatórias, elaboradas por directores provinciais e chefes de departamento, muitas vezes sem clareza, objectividade ou fundamento factual, com o único propósito de prejudicar determinados trabalhadores.
Alertamos que o verdadeiro critério de avaliação do desempenho profissional deve basear-se, essencialmente, no histórico dos últimos quatro anos de serviço, considerando o tempo de trabalho, a qualidade da informação produzida, o sentido de justiça, a ética profissional e o empenho demonstrado por cada trabalhador.
No entanto, verifica-se que alguns responsáveis incluindo chefes de departamentos e técnicos de Recursos Humanos limitam-se a aceitar passivamente as propostas dos seus superiores hierárquicos, sem a devida verificação da veracidade dos factos. Falta, em muitos casos, a articulação com os Gabinetes Jurídicos, de modo a apurar, com rigor, se o jornalista ou funcionário tem, de facto, alguma responsabilidade ou culpa no exercício das suas funções.
Outra nota profundamente negativa prende-se com práticas pouco éticas protagonizadas por alguns dirigentes, sobretudo em certas províncias do norte e do sul do país, que recorrem a ofertas indevidas como carne, alho, cenoura, cebola e outros bens numa tentativa de garantir a sua permanência nos cargos que ocupam.
A pergunta que se impõe é clara: por que razão agem desta forma?
Será falta de confiança nas suas competências?
Será medo de serem substituídos por subordinados mais capazes?
Ou receio de eventuais represálias futuras?
Solicitamos, de forma respeitosa mas firme, aos digníssimos Presidentes dos Conselhos de Administração (CADs) que orientem os processos de avaliação e progressão funcional em estreita colaboração com os Gabinetes Jurídicos, assegurando que cada decisão seja baseada em factos comprovados, justiça e legalidade, e não em intrigas, favores o interesses pessoais.
Não se deixem iludir por ofertas ou benefícios materiais.
A honestidade deve prevalecer sobre qualquer vantagem circunstancial. Nem tudo o que é escrito ou relatado corresponde à verdade, razão pela qual alguns responsáveis preferem abdicar dos seus cargos para abraçar outras funções, em vez de responderem pelos seus actos.
Apelamos, igualmente, aos Departamentos de Recursos Humanos e aos Gabinetes Jurídicos para que trabalhem de forma responsável e articulada com os CADs, no sentido de garantir justiça e transparência nos processos de progressão de carreira dos profissionais da RNA, Edições Novembro, ANGOP, TV Zimbo e TPA.
É evidente que muitos profissionais correm o risco de serem injustamente prejudicados apenas por não compactuarem com práticas obscuras de superiores hierárquicos protegidos por “costas largas” junto de alguns membros dos Conselhos de Administração.
Recordamos que o dinheiro não pertence a indivíduos, mas sim ao Estado angolano. Sendo assim, que ganhos reais justificam prejudicar colegas de trabalho? Que benefícios retiram disso alguns directores?
Por intermédio do canal informativo Lil Pasta News, que acompanha de forma minuciosa os factos, endereçamos o nosso agradecimento pelo espaço concedido à verdade e à justiça.
Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação


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