A desinformação relacionada às eleições presidenciais em Portugal, que soma mais de 7,7 milhões de visualizações nas redes sociais, revela um cenário alarmante para o processo democrático. Segundo um estudo realizado pelo LabCom – Laboratório de Comunicação da Universidade da Beira Interior (UBI), André Ventura, líder do Chega, concentra 85,7% dos 14 casos de desinformação identificados.
A pesquisa, que abrange as principais plataformas sociais em Portugal, incluindo Facebook, Instagram, X, TikTok, Threads e YouTube, teve início em 17 de novembro de 2025, coincidente com o primeiro debate televisivo entre Ventura e António José Seguro. Os pesquisadores João Canavilhas e Branco Di Fátima documentaram que os conteúdos desinformativos geraram um total de 324.555 reações, 51.922 comentários e 24.543 partilhas, destacando o engajamento significativo da audiência com a temática.
Além de Ventura, os outros casos de desinformação referem-se a pré-candidatos que não foram aceites pelo Tribunal Constitucional, reforçando a necessidade de vigilância no contexto eleitoral. A disseminação deste tipo de informação pode influenciar a percepção pública e o comportamento do eleitorado, levantando questões cruciais sobre a integridade do processo democrático.
A situação é um alerta para a importância da verificação de informações e da responsabilidade na partilha de conteúdos nas redes sociais, especialmente em períodos eleitorais, onde a desinformação pode distorcer a realidade dos fatos e impactar as decisões dos cidadãos.
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Lusa
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