Filha do Presidente João Lourenço prepara casamento em cerimónia reservada



A família do Presidente angolano, João Lourenço, prepara-se para realizar, nos próximos meses, o casamento de Cristina Giovanna Dias Lourenço, filha do Chefe de Estado, num ambiente descrito como reservado e de baixo perfil público, segundo avançou o Club-K.

O pedido formal de noivado está previsto para este fim de semana. O noivo é filho de Aldemiro Vaz da Conceição, antigo director do Gabinete de Acção Psicológica da Presidência da República, que integrou o núcleo de confiança do actual Presidente nos primeiros anos do seu mandato.


Com 35 anos, Cristina Lourenço tem mantido uma presença pública discreta desde que João Lourenço assumiu a Presidência da República.

Fontes ouvidas pela imprensa angolana indicam que é considerada uma das filhas com maior proximidade ao Presidente, mantendo uma relação reaular de diálodo em matérias de liderança e gestão.


Durante um período significativo, esteve envolvida na gestão de activos económicos ligados à família, com destaque para uma exploração agrícola, experiência que terá contribuído para consolidar um perfil associado ao rigor financeiro e à exigência na prestação de contas.

Nos últimos três anos, Cristina Lourenço passou a viver fora da residência oficial, num movimento interpretado por observadores como parte de um processo de autonomização pessoal e profissional, em paralelo com a consolidação da sua carreira no sector financeiro.

Este será o primeiro casamento no seio da família presidencial desde que João

Lourenço assumiu a liderança do Estado, num contexto em que a exposição pública dos familiares do Presidente tem sido gerida com cautela.


Cristina Giovanna Dias Lourenço é gestora e preside actualmente à Comissão Executiva da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA).


Licenciada em Gestão pela London

School of Economics e mestre em Gestão de Investimentos pela Pace University, em Nova lorque, iniciou a sua carreira no sector bancário, passou pelo Ministério das Finanças e ingressou na BODIVA em 2014, onde evoluiu até assumir a presidência da instituição, em 2025.


A sua nomeação para o cargo suscitou debate público, com críticas relacionadas com alegações de nepotismo. No entanto, agentes do mercado reconhecem o seu percurso académico internacional e a experiência acumulada, apontando-a como uma das figuras mais influentes da nova geração de quadros económicos ligados ao poder político em Angola.


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