A empresária e figura pública angolana Tchizé dos Santos voltou a provocar forte controvérsia nas redes sociais, após declarar publicamente que “ama” o ex-Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, e apelar a uma intervenção norte-americana em Angola.
Em várias publicações feitas nas suas plataformas digitais, a filha do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, elogiou Donald Trump, a quem descreveu como um líder “forte, patriota e defensor da justiça”, defendendo que os Estados Unidos deveriam intervir na situação política e judicial angolana.
Segundo Tchizé dos Santos, Angola vive um cenário de “perseguição política”, “justiça seletiva” e “violação sistemática dos direitos fundamentais”, sobretudo contra figuras associadas ao antigo regime, razões que, no seu entender, justificariam uma atenção e ação internacional.
“Amo Donald Trump porque ele não pactua com injustiças. Angola precisa de ajuda internacional urgente”, escreveu Tchizé dos Santos numa das publicações que rapidamente se tornaram virais.
DECLARAÇÕES GERAM INDIGNAÇÃO E APOIOS
As declarações dividiram opiniões entre internautas, comentadores políticos e membros da sociedade civil. Enquanto alguns apoiam o apelo à comunidade internacional, outros consideram as palavras de Tchizé dos Santos graves e perigosas, acusando-a de promover ingerência estrangeira nos assuntos internos de Angola, o que fere os princípios da soberania nacional.
Para vários analistas políticos, pedidos públicos de intervenção externa, sobretudo quando partem de figuras com peso político e histórico ligado ao poder, podem agravar tensões internas e prejudicar a imagem do país no plano internacional.
GOVERNO É EUA EM SILÊNCIO
Até ao momento, não houve qualquer reação oficial do Governo angolano nem da Embaixada dos Estados Unidos da América em Angola relativamente às declarações de Tchizé dos Santos.
A empresária, que vive fora do país há vários anos, tem sido uma crítica recorrente do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, e das instituições judiciais angolanas, usando frequentemente as redes sociais para denunciar o que considera perseguições políticas e injustiças.
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