O Colectivo de Assistentes Sociais de Angola manifestou a sua profunda indignação face aos recentes actos de violência física, psicológica e sexual cometidos contra uma adolescente de 15 anos, conhecida por “Belma”, numa nota de repúdio enviada ao portal Hold On Angola.
No documento, os Assistentes Sociais sublinham que a reabilitação psicossocial dos cidadãos angolanos é tão urgente e necessária quanto a recuperação das infra-estruturas, defendendo que esta não deve constituir prioridade exclusiva no actual contexto social do país.
A nota recorda que os Assistentes Sociais, na sua dimensão ético-política, são profissionais vocacionados a participar activamente no exercício da cidadania, bem como na promoção e manutenção do equilíbrio da estrutura social e do bem-estar das famílias angolanas, através de políticas sociais estruturantes.
Segundo o colectivo, o conhecimento do caso deu-se por via das redes sociais, lamentando que a adolescente tenha sido vítima de agressões brutais supostamente praticadas por dois cidadãos angolanos, num cenário marcado por violência física, psicológica e sexual, considerado profundamente reprovável em todas as dimensões da compreensão humana.
Face à gravidade dos factos, os Assistentes Sociais afirmam não poder permanecer indiferentes diante de uma prática que consideram hedionda, reiterando o seu compromisso com a defesa da dignidade humana, da não-violência, da boa convivência social e da construção de uma sociedade harmoniosa, assente no bem-estar social das famílias.
O colectivo apela ao Estado angolano, à sociedade civil e às instituições afins para uma actuação responsável e séria, que assegure a reabilitação da vítima e a celeridade na efectivação da justiça, mediante a responsabilização dos alegados agressores.
A nota reafirma ainda o compromisso dos Assistentes Sociais com a edificação de uma sociedade livre da violência, na qual a dignidade da pessoa humana seja um valor inalienável, com especial protecção às crianças e adolescentes.


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