Angola: Máfia, Corrupção e Desgoverno no MAPTESS: Denúncia de Trabalhadores



Trabalhadores do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (MAPTESS) não desejam fazer denúncias publicamente, mas a situação se tornou insustentável. As constantes ações dos líderes da instituição geram descontentamento, refletindo uma falha estrutural que se arrasta por anos.

O MAPTESS tem se revelado incapaz de reconhecer seus fracassos, fruto de vaidade, complexos e ganância. Enquanto a Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP) continuar a operar como um “contentor de lixo” do ministério, a perspectiva de sucesso se esvazia. A prática de troca de gestores apenas perpetua um ciclo vicioso de favoritismo e corrupção, onde amigos e familiares de dirigentes passados mantêm suas posições de poder.

A solução para os problemas estruturais não está na simples contratação de novos quadros a cada gestão, mas na valorização dos técnicos qualificados já existentes e no combate efetivo ao nepotismo e ao “amiguismo”. A atual realidade, em que há mais trabalhadores e menos resultados, indica uma clara regressão institucional, com profissionais experientes relegados a papéis inferiores e inexperientes no topo.

Os trabalhadores relatam um clima desmotivado, marcado por:

- Falta de reconhecimento profissional.

- Desorganização interna generalizada.

- Perseguições sistemáticas.

As injustiças herdadas da gestão anterior ainda permanecem sem resolução, minando a reputação da instituição no cenário nacional e internacional. Enquanto quadros experientes são descartados, os recém-chegados lutam para suprir a falta de conhecimento dos que estão sendo afastados.

Apesar de alguns sinais positivos da nova gestão, os trabalhadores alertam que a Presidente do Conselho de Administração, Dr.a Amélia Domingos, deve evitar se alinhar com práticas associadas à corrupção sistêmica. O grupo menciona diretamente a influência negativa de administradores como Dr. Isaac Chipalanga, Dr. Moreira Lopes e Dr.a Eva Guilherme, que pertencem a um esquema de governança que promoveu divisões internas, em vez de estabilidade.

Os trabalhadores pedem que as decisões se baseiem em mérito, não em conveniência, e que a liderança reconheça que os desafios enfrentados pela instituição derivam não da falta de profissionais qualificados, mas de escolhas conscientes que perpetuam um modelo injusto e ineficaz. A manutenção de práticas prejudiciais só reforça a necessidade de mudanças drásticas para reverter a crise instalada.


Publicidade 


Maka Mavulo News 

Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação 

Postar um comentário

0 Comentários