Jovem militante da OMA morre após confronto político no Huambo



Uma jovem de 24 anos, identificada como Ermelinda Luísa, militante da Organização da Mulher Angolana (OMA) e do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), morreu na madrugada desta quinta-feira (19) no Hospital Geral do Huambo, na sequência de ferimentos sofridos durante um alegado acto de intolerância política ocorrido no bairro Elavoco, na cidade do Huambo.


De acordo com uma nota divulgada pelo activista angolano Jeiel de Freitas, o incidente terá ocorrido no dia 18 de Fevereiro, envolvendo militantes do MPLA e da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). A jovem não resistiu aos ferimentos e acabou por falecer horas depois de receber assistência médica.

 

Na comunicação, o activista considera “repudiável” a perda de vidas humanas em consequência de intolerância política, sublinhando que Angola vive há 24 anos em paz desde o fim da guerra civil. O documento apela ainda ao apuramento urgente de responsabilidades e à responsabilização criminal dos envolvidos.

 

Até ao momento, as autoridades locais não divulgaram informações oficiais detalhadas sobre as circunstâncias do confronto nem sobre eventuais detenções relacionadas com o caso.

 

A morte da jovem volta a trazer para o debate público as preocupações com episódios de violência política em períodos de maior mobilização partidária, sobretudo em comunidades onde coexistem militantes de diferentes forças políticas.

Entretanto, mensagens de condolências têm sido dirigidas à família da vítima nas redes sociais, enquanto sectores da sociedade civil defendem maior tolerância e convivência pacífica entre cidadãos com diferentes opções partidárias.


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