O gestor do sector financeiro e segurador, César Eusébio de Sousa, deu entrada de um processo-crime por calúnia e difamação contra o jornal Expansão, dirigido por João Armando, na sequência de uma matéria assinada pelo jornalista Joaquim José Reis. A informação foi apurada pela Platina Line junto de fonte ligada ao processo.
De acordo com os elementos obtidos, o gestor exerceu formalmente o direito de resposta e de rectificação ao abrigo da Lei de Imprensa da República de Angola (Lei n.º 1/17, de 23 de Janeiro), alegando que o conteúdo publicado afecta o seu bom nome, honra, imagem e percurso profissional.
Na exposição dirigida à direcção do jornal, César Eusébio de Sousa contesta as associações feitas ao seu nome, consideradas por si como infundadas, e refuta qualquer ligação ao Grupo Carrinho em matérias relacionadas com a Reserva Estratégica Alimentar (REA). Segundo sustenta, nunca representou, participou ou teve qualquer intervenção em processos, reuniões ou decisões ligadas ao referido sector.
A mesma fonte indica que, no documento, o gestor desafia o autor da matéria e a direcção editorial do jornal a apresentarem provas documentais que sustentem as alegações publicadas, defendendo que as mesmas não têm base factual.
O direito de resposta refere ainda que a peça jornalística terá recorrido a uma “técnica de insinuação por associação”, por fazer referência ao facto de ser casado com a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, o que, segundo o entendimento expresso, promove suspeições indevidas sobre a sua actividade profissional e vida pessoal.
No texto, são também mencionados episódios anteriores envolvendo o jornal, nomeadamente uma publicação de 2025 relacionada com a alegada compra de divisas por instituições bancárias, que terá sido posteriormente desmentida por dados oficiais, sem que, segundo o documento, tenha havido rectificação pública.
Entre os pedidos apresentados, consta a publicação integral do direito de resposta, sem cortes ou edições, com igual destaque e relevância editorial à matéria original, nos termos da legislação em vigor. O documento refere igualmente a possibilidade de recurso às vias judiciais cíveis e criminais caso o direito invocado não seja respeitado.
Fonte próxima do processo assegura que César Eusébio de Sousa mantém a confiança nas instituições judiciais e na defesa do seu bom nome, aguardando os trâmites legais subsequentes.
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