CARTA ABERTA À FRENTE PATRIÓTICA UNIDA-FPU E A UNIÃO NACIONAL PARA INDEPENDÊNCIA TOTAL DE ANGOLA-UNITA- ANTÓNIO CHIBUABUA MARTINS



-COORDENADOR GERAL DO MOVIMENTO PENSAR DIFERENTE-MPD;

-MEMBRO DO MOVIMENTO CÍVICO MUDEI;

-MEMBRO DO BLOCO DE RESISTÊNCIA LESTE;

-DEFENSOR DOS DIREITOS HUMANOS FILIADO À FRONT LINE DEFENDRS (UMA ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL).


Saudações a todos os militantes da UNITA, membros da FPU e a população angolana em geral.


Gostaria de enfatizar que esta mensagem não é um ataque ou impulso para  descredibilização e aproveitamento político, mas sim um chamado a reflexão sobre a luta e os próximos desafios.


Excelentíssimo Senhor Presidente da FPU e da UNITA, Eng° Adalberto Costa Júnior, e todas as personalidades políticas e cívicas envolvidas na Frente Patriótica Unida;


Quero por intermédio desta carta expressar o meu descontentamento e deixar algumas observações sobre a luta pela alternância política em Angola. A sociedade civil que abraçou e apoiou a FPU nas eleições passadas sente-se esquecida e usada. Muitos membros da sociedade civil sofreram ameaças, prisões e riscos por abraçar a FPU, mas os benefícios da Frente Patriótica Unida forão apenas para os dirigentes e familiares da UNITA, um pouco dos do Bloco Democrático e PRA JÁ.


Acreditamos estar juntos na luta pelo bem-estar social e econômico de Angola, mas a sociedade civil não é uma escada para o alcance dos interesses partidários e individuais. Fomos fundamentais para a conquista histórica dos 90 deputados da UNITA na Assembleia Nacional, mas até o representante da sociedade civil é um político partidário (ex militante do MPLA-partido que a UNITA faz frente e todos condenamos a sua governação). Em algumas províncias também, os representantes da sociedade civil  são os próprios militantes da UNITA, a título de exemplo, na Lunda-Norte, é o Secretário Provincial Adjunto da UNITA. 


Fora de Luanda, a sociedade civil envolvida na FPU sente-se esquecida e só será lembrada possivelmente nos próximos dias que envolvem às eleições. Reitero, a sociedade civil não é uma escada. A participação da sociedade civil deve ser ativa,  contínua e reconhecível a todos os níveis.


Acredito que a alternância política em Angola só será  possível com a verdade, transparência e reconhecimento contínuo de todos os elementos envolvidos na caminhada. O patriotismo e a união exigem que todos sejam valorizados e reconhecidos pelo seus contributos, independentemente das filiações políticas e religiosas.


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Mensagem enviada a partir da Lunda-Norte, no Dundo, aos 3 de Março de 2026.

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