De “America First” a “War First”- Ademar Rangel



Há um ano, Donald Trump voltou à Casa Branca com duas promessas simples e poderosas: acabar com as guerras… e fazer a América grande outra vez.


Hoje, os mercados contam outra história.


Num único dia, as bolsas americanas perderam cerca de 1 trilião de dólares em valor. O petróleo voltou a subir com força, os investidores entram em modo pânico e o mundo começa a sussurrar uma palavra que ninguém gosta de ouvir: recessão.


O motivo?

A escalada de tensão com o Irão — uma crise que muitos temem poder transformar-se numa guerra regional de proporções imprevisíveis.


Quando o preço do petróleo sobe por causa de conflitos no Golfo Pérsico, a economia global treme.

Basta lembrar que o Estreito de Ormuz é uma das artérias energéticas do planeta. Qualquer ameaça ali significa inflação, cadeias de abastecimento sob pressão e crescimento económico em risco.


Mas há uma ironia histórica nisto tudo.


Há décadas que Israel tenta convencer Washington de que a única solução para o problema iraniano é uma guerra directa. Presidentes vieram e foram — de republicanos a democratas — e todos resistiram a cair nessa armadilha.


Até agora.


Porque talvez nunca tenha existido um presidente americano tão vaidoso, impulsivo e convencido da sua própria genialidade que acreditasse poder redesenhar o Médio Oriente com meia dúzia de bombardeamentos e alguns discursos de campanha.


O resultado pode ser brutal.


Uma guerra que pode incendiar toda a região.

Um choque energético global.

E uma economia americana que pode entrar em recessão… tudo isto ao mesmo tempo.


Se a história tiver sentido de humor, o presidente que prometeu terminar guerras pode acabar lembrado como o homem que iniciou a mãe de todas elas.


E que, numa única decisão, conseguiu abalar simultaneamente o Médio Oriente… e Wall Street.


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