Cerca de um grupo de trabalhadores despedidos pela Sonangol concentrou-se hoje, 9 de março de 2026, em frente à sede da Sonangol EP em Luanda para exigir reintegração, compensações e solução para casos que arrastam-se há décadas.
Os manifestantes, muitos deles com mais de 25 anos de serviço, afirmam que a empresa ainda não resolveu os processos relacionados com despedimentos que consideram injustos. Segundo um dos representantes presentes, a luta já se prolonga por mais de seis anos sem respostas efetivas das autoridades ou da própria Sonangol.
“Enquanto a Sonangol não resolver os nossos problemas, não vamos parar de manifestar”, declarou um dos líderes do grupo. Os trabalhadores denunciam também práticas de favorecimento, afirmando que dirigentes estariam a colocar familiares nos postos de trabalho que lhes pertenciam.
As consequências sociais do impasse foram enfatizadas pelos manifestantes: famílias em situação de pobreza extrema, filhos privados de frequência escolar e a morte de alguns ex-colegas por falta de assistência e condições financeiras. “Temos famílias a morrer de fome, filhos que não estão a estudar; preferimos morrer em frente da Sonangol EP a não reivindicar os nossos direitos”, afirmou um dos participantes da ação.
Reclamação às autoridades
Os trabalhadores dizem que o caso está nas mãos das autoridades nacionais há anos, mas questionam a capacidade política de resolver o conflito. “É um problema que os dirigentes deste país já têm conhecimento; há mais de seis anos que estamos nesta luta. Será que neste país não há dirigentes capazes de resolver este problema?”, perguntou um representante.
A redação contactou a Sonangol para obter esclarecimentos sobre as alegações de despedimentos injustos e de nepotismo na ocupação de vagas, bem como para saber quais as medidas que a empresa pretende tomar para resolver a situação. Até ao fecho desta edição não foi recebida resposta oficial.
Os trabalhadores anunciaram a continuidade das ações de protesto até que haja uma solução satisfatória. A tensão social em torno do caso preocupa comunidades locais e organizações civis, que acompanham o desdobrar dos acontecimentos e apelam a um diálogo urgente entre as partes.
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