Quando se mata um líder espiritual, não se elimina um homem — acende-se uma região- Ademar Rangel



Não sou religioso. Mas fui educado num regime parcialmente católico romano — e aprendi uma coisa cedo: há linhas que não se cruzam impunemente. Quando se ultrapassam, não resolvem conflitos… inauguram cicatrizes históricas.


Sábado, 28 de Fevereiro de 2026, os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irão e mataram o Líder Supremo, o aiatolá Ali Khamenei, segundo agências e grandes meios internacionais.  


E é aqui que eu paro e penso:


Se alguém me dissesse “mataram o Papa”, eu não teria de ser praticante para perceber o que isso significaria: não é só a morte de um homem — é um choque simbólico para milhões.


No plano religioso e cultural, isto é parecido:

matar a figura espiritual máxima de um povo não é “cirurgia”. É um terramoto.


Dizem que o objectivo é “enfraquecer” e “partir” o Irão. Mas a história do mundo raramente funciona assim.

O que muita gente teme e o que já se sente nas reacções e na escalada militar, é o efeito contrário: unificar pelo choque, radicalizar pelo luto e transformar a região numa fogueira que ninguém controla.  


E não, isto não fica “lá”.

Quando o Médio Oriente entra em convulsão, o mundo inteiro sente: energia, mercados, segurança, migrações, alianças. Já há alertas sobre impacto económico e riscos de alargamento do conflito.  


No fim, a pergunta não é “quem ganhou a noite”.

A pergunta é: quem é que vai pagar o preço dos próximos meses?


Porque quando se normaliza a ideia de “decapitar” líderes espirituais, o mundo não fica mais seguro. Fica mais instável.


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