Na tarde do dia 27, agentes do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) realizaram uma rusga às unidades fabris da zona do Kikuxi, no município de Viana, resultando na detenção de mais de 120 cidadãos estrangeiros — maioritariamente indianos e eritreus — que trabalhavam ao abrigo de contratos autorizados pela AIPEX.
Segundo relatos de responsáveis das empresas afectadas, os agentes chegaram armados, arrombaram portões e paralisaram a produção para exigir documentação de forma indiscriminada.
A situação atingiu contornos absurdos quando até angolanos com a pele mais clara foram obrigados a justificar, por A mais B, que são nacionais. "Trataram toda a gente como suspeito. Não havia respeito, não havia diálogo, não havia procedimento. Era ordem e humilhação", relatou uma fonte ligada a uma das empresas afectadas, que pediu anonimato por receio de represálias.
A esmagadora maioria dos detidos foi libertada após algumas horas, comprovada a regularidade da sua situação. Sendo que cerca de 25 trabalhadores ficaram retidos durante o fim-de-semana por terem entrado no país com visto de turismo — irregularidade atribuída a falhas de coordenação entre empregadores, AIPEX e SME.
A acção brutal dos agentes do Serviço de Migração e Estrangeiros, levanta sérias preocupações sobre o futuro do investimento estrangeiro no país, já que, os engenheiros traumatizados falam com as suas famílias, com os seus países e o recado que fica é que Angola não é segura para quem vem trabalhar.
Em declarações à nossa redacção, vários empresários classificam estas acções como perseguição sistemática e sabotagem à economia nacional, alertando que este não é um caso isolado, mas sim uma prática recorrente que obriga à paragem da produção, gera um clima de insegurança entre os profissionais estrangeiros e alimenta constantes e desgastantes negociações com os responsáveis do SME no posto do Zango.
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