Trabalhadores da SGA Lançam Carta Aberta: “A Bola Está do Seu Lado, PCE Nérica Pita-Grós”

 


 Numa carta duríssima dirigida à Presidente do Conselho de Administração (PCE) da SGA, Nérica Pita-Grós, os trabalhadores da empresa exprimem desconfiança, revolta e exigem mudanças imediatas na gestão. O documento, assinado pelos porta-vozes dos funcionários, lista reclamações, advertências e propostas que, segundo os trabalhadores, são determinantes para recuperar a credibilidade e a eficiência da SGA.


Críticas e acusações diretas

Os trabalhadores abrem a missiva com felicitações formais pela promoção de Nérica Pita-Grós, mas rapidamente afirmam que não estão satisfeitos com a sua nomeação. A carta recorda o passado recente da gestão anterior, responsabilizando-a por práticas danosas. Em tom severo, os funcionários chegam a afirmar que a nova PCE foi “a primeira-dama dos roubos na gestão passada”, responsabilizando-a por parte do legado que deixou o conselho cessante.


Entre as acusações mais contundentes estão pedidos para que a PCE:

- Evite reuniões intermináveis que extrapolam o horário de trabalho, prejudicando famílias e produtividade;

- Suspenda o hábito de imputar ao erário despesas pessoais de acompanhantes em missões, incluindo familiares;

- Cesse a concessão irregular de viaturas da empresa a funcionárias identificadas como beneficiárias, apresentando até matrículas como prova;

- Reverta contratação de pessoa sem visto de trabalho, sem concurso público e sem qualificação adequada, cuja situação será levada à Inspeção Geral do Trabalho.


Denúncias sobre favoritismo e racismo

A carta denuncia favoritismo com contratação de consultoras externas e “amigos”, além de práticas discriminatórias internas que privilegiariam pessoas de pele mais clara e expatriados. Os trabalhadores exigem valorização do capital humano interno, promoção de funcionários de carreira e o fim do “racismo interno na SGA”.


Pedido de responsabilidades e transparência

Os funcionários pedem mudanças concretas de gestão: afastamento do ex-PCE Manuel Gomes do gabinete do Conselho para funções de consultoria em espaço diferenciado; transparência nas nomeações; revisão de contratos e adoção de práticas de gestão por resultados, incluindo teletrabalho; e estabelecimento de um ambiente de diálogo aberto e cordial entre líderes e técnicos.


Preocupações sobre novos quadros e conduta de gestores

A carta também critica atitudes e exigências de membros recentemente nomeados, citando a administradora Djamila Pombal, e questiona critérios de avaliação que estariam sendo aplicados a técnicos com décadas de serviço. Os trabalhadores expressam receio de demissões e humilhações.


Propostas e apelo final

Além das críticas, a carta apresenta sugestões:

- Implementação do teletrabalho para melhorar produtividade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional;

- Priorizar recrutamento interno, formação e retenção de talentos;

- Avaliações honestas, feedback direto e remuneração justa conforme as classes aeronáuticas;

- Fim das práticas de exclusão e assédio interno.


Os trabalhadores concluem afirmando-se disponíveis para colaborar com a nova gestão, desde que ela opte por transparência, responsabilidade e a valorização do pessoal interno. “A bola está do seu lado”, reiteram, dando prazo moral à PCE para provar que pode liderar de forma justa e eficaz. Caso contrário, avisam, tomarão outras posições.


Repercussões e próximos passos

A carta anuncia a intenção de encaminhar denúncias — incluindo relativas à contratação irregular — à Inspeção Geral do Trabalho. A comunidade aeroportuária e observadores do setor aguardam a reação oficial da PCE e do Conselho de Administração da SGA, cuja resposta será decisiva para apaziguar — ou intensificar — o clima de tensão interna.


Contato dos porta-vozes dos trabalhadores permanece aberto para diálogo, e a expectativa é que a administração demonstre, com ações concretas, disposição para construir uma gestão inclusiva e transparente.


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