Jornalistas reprovam irregularidades na progressão de carreiras e admitem boicote à cobertura da visita do Papa à ANGOLA

 

Luanda – Profissionais da comunicação social em Angola manifestaram, nos últimos dias, forte descontentamento face ao processo de progressão de carreiras e pagamento de retroactivos no sector, denunciando alegadas irregularidades que, segundo afirmam, têm causado prejuízos profissionais, morais e psicológicos.


De acordo com informações apuradas pelo Lil Pasta News, o processo de avaliação de desempenho, essencial para a progressão nas carreiras, terá sido conduzido de forma apressada por departamentos de recursos humanos de várias empresas de comunicação social, comprometendo a justiça e a transparência dos resultados.


Os jornalistas queixam-se de falhas na atribuição de classificações, com relatos de avaliações consideradas injustas, em que profissionais com desempenho esperado foram classificados abaixo do nível merecido, afectando directamente as suas progressões e benefícios.


Em algumas províncias, segundo os relatos, o processo decorreu com maior clareza, mas noutras verificaram-se situações de alegada parcialidade por parte de responsáveis hierárquicos, prejudicando subordinados nas avaliações finais.


A classe denuncia ainda a ausência de uma actuação firme por parte dos Conselhos de Administração (CADs) e do sindicato do sector, acusados de não atenderem aos apelos dos profissionais nem defenderem os seus interesses. 


Esta situação, afirmam, tem contribuído para um sentimento generalizado de abandono.


Quanto ao pagamento dos retroactivos e subsídios, persistem incertezas sobre a sua efectivação, não havendo confirmação clara sobre o cumprimento dos prazos anunciados.


Face ao cenário, alguns profissionais admitem a possibilidade de se absterem da cobertura de eventos de grande relevância, incluindo a eventual visita do Papa, alegando falta de motivação e condições dignas de trabalho. Não têm novidades da informação sobre os subsídios de férias no caso TPA e nem dos retroactivos dos últimos três meses.


Os jornalistas criticam igualmente o ambiente interno em algumas redacções, apontando práticas de favoritismo e perseguições, que, segundo referem, agravam ainda mais o clima de instabilidade no sector.


Perante este contexto, levantam-se interrogações sobre o papel das instituições responsáveis pela regulação e defesa da classe, bem como sobre as medidas a serem adoptadas para restaurar a confiança e garantir maior justiça no sistema de progressão de carreiras.


Até ao momento, não houve reacção oficial das entidades visadas sobre as acusações apresentadas pelos profissionais.


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