Cacuaco é frequentemente descrita como a terra das prioridades invertidas. E a pergunta que muitos moradores fazem é direta: será que as obras anunciadas pela administração local estão, de facto, a responder às necessidades mais urgentes da população?
Segundo relatos e observações no terreno, o administrador de Cacuaco, Francisco João, parece concentrar atenções em iniciativas como a construção de lavandarias e jangos comunitários. Entretanto, há bairros onde faltam condições básicas essenciais.
Quando existem zonas sem água, sem energia da rede, hospitais com escassez de medicamentos e saneamento básico praticamente inexistente, além de pontes degradadas — como é o caso da Rua do Tio Abel, no Balumuca e no Kalumana — fica difícil compreender se projetos como lavandarias e jangos comunitários são realmente a primeira prioridade.
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Moradores defendem que a resolução de problemas como acesso à água, energia, saúde e infraestruturas de mobilidade deveria vir antes. Afinal, pontes em estado avançado de degradação não afetam apenas a circulação; afetam também a vida diária, a economia e o acesso a serviços essenciais.
Diante disso, questiona-se: como justificar a continuidade de investimentos em iniciativas específicas quando ainda há demandas urgentes e prolongadas que aguardam solução há anos?
O caso levanta também suspeitas sobre critérios de escolha e transparência das obras. “SIC”, dizem alguns cidadãos, “façam uma visita básica” às empresas Kimixinda e Afuana, onde — de acordo com a denúncia — o mesmo indivíduo seria o dono, além de exercer funções ligadas ao futebol como jogador e árbitro.
Enquanto essas questões não forem esclarecidas, a sensação entre a população é clara: as necessidades mais prementes ficam em segundo plano, e outras prioridades avançam sem a devida explicação.
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