Sociedade Civil questiona fundos públicos da Suíça que apoiam Mitrelli em África

 


O grupo israelita Mitrelli obteve apoio de fundos públicos da Suíça na expansão das suas actividades em países como Angola, Senegal e Costa do Marfim, segundo uma reportagem publicada na semana passada na Suiça, país historicamente associado ao branqueamento de capitais, onde a Mitrelli tem a sede oficial.

 

A Mitrelli é uma das "estrelas" da governação de João Lourenço e cerca de 4% da dívida externa angolana está nas suas mãos de forma indirecta por via do seu braço financeiro LR. Na edição de 11 de Junho, o semanário suíço WOZ Die Wochenzeitung publicou uma reportagem, baseada na investigação feita pelo colectivo WAV (grupo de jornalistas independentes sedeados em Zurique, também na Suíça), que revela que dois projectos da Mitrelli, no Senegal e em Angola, estão protegidos por garantias públicas avaliadas em 168 milhões de francos suíços ou cerca de 212 milhões USD.


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Os apoios públicos são canalizados através da SERV, uma agência pública suíça de cobertura de crédito, que emite garantias para minimizar os riscos de exportação que os credores privados não querem assumir - em particular, ris cos políticos em países com baixa notação de crédito, governação instável e falhas na prestação de contas e gestão transparente. A SERV financia-se através de taxas e receitas provenientes dos prémios cobrados no sector dos seguros, mas conta também com a garantia do Estado: em caso de prejuízo, é a confederação suíça que, em última instância, assume o risco, segundo o WOZ. Este é um mecanismo para incentivar as exportações das empresas que operam na Suíça.

 

O facto de a Mitrelli ter escolhido Frauenfeld para se instalar apresenta benefícios reputacionais além do acesso a fundos públicos, para além de ser uma porta aberta para se associar à imagem de competência e sofisticação do sistema financeiro suíço.


Expansão 


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