Ataque à Unitel: Hackers exigiram como resgate os 300 mil milhões Kz da venda das acções da operadora



A revista E&M apurou que as exigências resumiram-se na transferência de valores em criptomoedas, pedido que, entretanto, não foi aceite pelos responsáveis da empresa angolana.

O processo de venda, em bolsa, dos 15% das acções da Unitel está na base do ataque cibernético que a operadora sofreu na madrugada desta terça-feira, 28. Os hackers exigiram como resgate os 300 mil milhões de Kwanzas (https://www.economiaemercado.com/artigo/privatizacao-de-15-da-unitel-rende-300-mil-milhoes-kz-ao-estado-e-atrai-11-mil-investidores) arrecadados com a venda da participação do Estado na maior empresa de telefonia móvel do País, apurou a revista Economia & Mercado.

“Foi um ataque na nossa rede. Invadiram a nossa aplicação para acesso remoto e conseguiram encriptar os nossos dados. Isso está a levar a uma grande intervenção técnica para recuperar o nosso Data Center”, conta uma fonte da Unitel, que abdicou de ser identificado.


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O responsável confidencia que, para liberar o sistema do bloqueio, os hackers, ainda sem origem identificada, exigiram à Unitel um resgate de 300 mil milhões de Kwanzas, a quantia alcançada com a venda recente das acções da empresa na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA).

A fonte revela que as exigências resumiram-se na transferência dos valores em criptomoedas, pedido que, entretanto, não foi atendido pelos responsáveis da empresa angolana. Adianta que a recuperação do sinal tem sido feita de forma gradual.

Ainda na noite desta quarta-feira, 29, em que muitos clientes viram o sinal da operadora a restabelecer (https://www.economiaemercado.com/artigo/unitel-restabelece-sinal-de-forma-gradual-e-poe-fim-a-periodo-de-instabilidade-total-), equipas técnicas da Unitel continuam engajadas em garantir a estabilidade total do sinal, incluindo trabalhos específicos nos sistemas de Billing, ligados à facturação.

“Apesar destas contrariedades técnicas, estes hackers, que podem ter origem no nosso próprio País, não conseguiram, felizmente, sacar algum valor das contas da empresa”, assegura a fonte da Unitel contactada pela E&M.


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