Dois anos após a concessão do Terminal Polivalente e com empresas como a AGL, LAR, ANGOBETUMES, TOL, GRANDES MOAGEM,e SONAMET a operarem nas áreas concessionadas, enquanto decorre igualmente o processo de terceirização do refeitório e da clínica do Porto do Lobito, os trabalhadores continuam sem sentir qualquer melhoria real nas suas condições salariais.
A gestão liderada por Celso Rosas tem sido marcada por uma postura que muitos trabalhadores consideram populista e autoritária, multiplicam-se discursos públicos sobre modernização e eficiência, mas a realidade vivida pelos trabalhadores continua a ser de baixos salários, perda de benefícios e um ambiente de crescente descontentamento. Em vez de promover um diálogo social efectivo, prevalece a percepção do abuso de poder e intimidações constantes.
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Os trabalhadores exigem transparência, justiça remuneratória e uma revisão urgente da política salarial. O sucesso de qualquer processo de concessão não pode ser medido apenas pelos indicadores financeiros, mas também pelo impacto positivo na vida daqueles que diariamente sustentam a actividade portuária.
Hoje, o Porto do Lobito, é como aquele carro que “A chaparia por fora tá bala, mas o motor está a babar óleo “.
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