Angolana acusa cidadão de receber 3.000 euros para tratar processo de nacionalidade portuguesa



Uma cidadã angolana residente em Portugal, que responde pelo nome de Neusa Vieira tornou pública uma denúncia de suposta burla contra Agostinho Palma João Gaspar, a quem acusa de ter recebido três mil euros, em Outubro de 2025, para tratar de um processo relacionado com a sua nacionalidade portuguesa.


A denunciante explica que o processo não terá sido concluído e, em Janeiro de 2026, solicitou a devolução do valor, que afirma ainda não ter recebido.

 

A jovem diz possuir comprovativos da transferência bancária e conversas mantidas através do WhatsApp, que, segundo afirma, documentam o pagamento e os contactos entre ambos.

 


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A denunciante relata que conheceu o acusado em Angola, há alguns anos, acrescentando que, já em Portugal, voltaram a reencontrar-se e, em Outubro de 2025, Neusa Vieira terá dado início a um processo relacionado com a obtenção da nacionalidade portuguesa.

 

Perante a demora registada, comentou a situação com o acusado, que, segundo a denunciante, afirmou ter conhecimentos e facilidade para tratar do referido processo.

 

“Quando reclamei da demora de um dos processos que havia iniciado, ele disse-me que trabalhava na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), em Portugal, e que tinha facilidade em tratar do referido processo mediante o pagamento de 08 mil euros”, relatou.

 

A jovem angolana explica que aceitou a proposta apresentada e entregou, inicialmente, três mil euros, com o objectivo de dar seguimento ao processo.

 

“Só que, depois de eu ter dado o dinheiro, passaram-se três meses e ele não dizia nada. Sempre que perguntava sobre o assunto, dava-me muitas voltas. Em Janeiro deste ano, depois de perceber que estava diante de uma possível burla, pedi-lhe que devolvesse o dinheiro. Desde então, já não atende as minhas chamadas”, contou.

 

A cidadã realçou ainda que, no dia 17 de Setembro do ano em curso, dirigiu-se a uma esquadra policial, em Portugal, onde apresentou uma participação, aguardando agora pelos trâmites subsequentes.

 

Neusa Vieira, que afirma ter apresentado uma queixa-crime às autoridades portuguesas, decidiu tornar o caso público para alertar outras pessoas sobre cuidados a ter antes de entregar dinheiro ou contratar serviços relacionados com processos de nacionalidade.

 

A redacção do Club-K contactou via telefónica o cidadão angolano, Agostinho Palma João Gaspar para se defender das denúncias feitas pela jovem, mas o acusado negou prestar declarações sobre o assunto, alegando que o caso está a ser tratado pelos órgãos de justiça em Portugal, onde reside e em Angola, pelo seu advogado.

 

Questionado sobre o montante de três mil euros, que supostamente teria recebido para tratar deste documento, Agostinho Palma João Gaspar disse apenas que “não responde a nenhuma pergunta”, mesmo quando perguntado se conhecia a cidadã Neusa Vieira, o mesmo recusou-se a entrar em detalhes.


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