QUANDO O COMPADRIO E O NEPOTISMO COLOCAM EM XEQUE A SERIEDADE DO EXECUTIVO
O Estado é tido como um ente de bem, mas, algumas das suas acções colocam em xeque a seriedade governativa e levanta questionamentos sobre os critérios de apoio a pseudoempresários.
Tal decorre do facto do permanente e sistemático apoio ao fracassado empresário DOMINGOS VUNGE. Não se lhe conhece nenhuma empresa referenciável no mercado nacional.
Em tudo que procura investir tem profundo deslize por gestão não parcimoniosa.
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A Media Rumo, grupo de midia que detém a revista Rumo, semanário Mercado e o generalista Vanguarda é prova disso mesmo, além da rede de restaurantes “Matabicho” que faliu, para citar apenas estas.
O seu CV de empresário débil o elevou a ganhar uma medalha, entregue pelo Chefe de Estado Angolano no âmbito dos 50 anos de Independência Nacional.
Domingos Vunge está atolado de dividas milionárias de salários em atrasos de antigos funcionários da Media Rumo e de empresas de prestação de serviço.
Não obstante a sua falta de seriedade e se recusar a pagar as dívidas, o ministério das Finanças o escolheu para organizar o 5° Fórum de Mercado de Capitais, actividade que decorre hoje num dos hotéis de Luanda, sob o cuidado da Media Rumo, empresa que encerrou as portas em Dezembro de 2022, com dívidas avultadas de salários e o não pagamento da segurança social de todos os funcionários.
Apercebendo-se de que realizaria o aludido Fórum, uma vez não ter declarado falência da empresa, os antigos funcionários ameaçaram impugnar a actividade junto dos tribunais.
Astuto, como medida dilatória, Domingos Vunge recorreu ao escritório de advogados Godinho & Guerreiro que simulou ouvir alguns funcionários, no intuito de honrar os compromissos para com os salários em atraso.
Os advogados daquele escritório asseguraram, doravante, que se tratava de um encontro sério para a resolução do conflito, que na eventualidade do constituinte não honrar os seus compromissos, desistiriam da causa, o que não acontece. “Mais uma vez, foi tudo uma armadilha do sr Domingos Vunge, com os advogados do escritório Godinho & Guerreiro”, desabafam alguns dos antigos funcionários descontentes.
Sabe-se, entretanto, que os referidos advogados já foram pagos por Domingos Vunge pelo trabalho prestado.
Continua.
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