Uma denúncia chegou à redação do Lil Pasta News envolvendo a TAAG — Aviação Estatal Angolana. De acordo com trabalhadores da companhia, os funcionários decidiram apelar diretamente ao Presidente da República, João Lourenço, e ao Ministro dos Transportes, solicitando que seja apurada com urgência a situação operacional da frota e a permanência de um Boeing 737-700 a voar sob a operação de Cabo Verde.
Segundo a denúncia, existe um sentimento generalizado de que “ou os céus da TAAG estão nublados, ou alguém está a usufruir do que seria da aviação estatal angolana”. A preocupação central está em saber se a aeronave em causa saiu de Angola por leasing ou se teria sido doada a Cabo Verde.
Matrículas e cores: D2-TBF em Angola, D4-CCI em Cabo Verde
De acordo com o que foi relatado, em Angola o avião teria a matrícula D2-TBF. Já em Cabo Verde, a aeronave aparece com a matrícula D4-CCI, além de estar pintada “com as cores da TAAG” e a operar em rotas internacionais.
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A denúncia indica ainda que a mesma aeronave teria estado ligada à inauguração do voo da Praia para Recife (Brasil), ocorrida nos últimos dias.
Frota em Angola: “apenas dois 737 a operar”
Os trabalhadores afirmam que, neste momento, a TAAG teria apenas dois Boeing 737 a voar em Angola:
- um cargueiro, descrito como alugado (leasing), todo pintado de branco;
- e um de passageiros, apontado como da própria TAAG.
Os restantes quatro 737 estariam, segundo a denúncia, parados.
O contraste levantado pelos funcionários é que a aeronave associada à operação em Cabo Verde estaria a voar diariamente para a Europa e, inclusive, com referência a voos até Recife.
No centro do pedido de esclarecimento está a seguinte questão: se Angola enfrenta falta de aeronaves operacionais, por que razão uma aeronave do universo TAAG estaria a operar com Cabo Verde? O documento encaminhado “pede resposta oficial” sobre se se trata de leasing, doação, ou outra forma de transferência/cedência.
A denúncia inclui ainda afirmações sobre pessoas e decisões dentro da empresa (incluindo referências a relações familiares e alegações de anteriores conflitos laborais/jurídicos). O conteúdo menciona também que haveria um abaixo-assinado de pilotos.
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