Informações em nossa posse levantam questões sobre alegados gastos realizados pelo Presidente do Conselho de Administração do Fundo de Garantia de Crédito (FGC), Luzayadio Simba, relacionados com a sua distinção como Diplomata Civil Humanitário pela organização Jethro International, durante uma cerimónia realizada em Portugal, em junho deste ano.
Segundo informações obtidas pelo nosso portal Agita News, o responsável terá despendido o equivalente a 25 mil euros, alegadamente provenientes de recursos públicos, para participar no processo que culminou com a referida distinção. A cerimónia de diplomação civil humanitária da Jethro International ocorreu em Portugal em junho de 2026, embora não tenhamos encontrado, até ao momento, confirmação independente de que Luzayadio Simba tenha pago esse valor ou de que a despesa tenha sido suportada pelo erário público.
De acordo com as mesmas informações, a distinção estaria inserida numa estratégia de projeção pessoal e de procura de maior espaço na estrutura do aparelho do Estado.
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Fontes citadas pelo nosso portal alegam que Luzayadio Simba pretenderia obter o apoio da ministra das Finanças, Vera Daves, a quem é atribuída uma relação de proximidade com o PCA do FGC, para uma eventual indicação para o cargo de secretário de Estado ou para a liderança de outra instituição pública de maior dimensão.
Internamente, segundo as fontes, o PCA estaria alegadamente descontente com a atual posição no FGC, por considerar que a instituição já não corresponde às suas ambições profissionais.
As informações em nossa posse levantam igualmente questões sobre a política remuneratória e as condições de trabalho no FGC.
Segundo as fontes, alguns trabalhadores aufeririam salários superiores a 900 mil kwanzas, enquanto outros, classificados internamente como menos próximos da administração, receberiam menos de 600 mil kwanzas.
Outro dado apontado é a alegada remuneração mensal de 15 milhões de kwanzas atribuída ao PCA, após ajustes realizados este ano, além de um alegado prémio anual de 70 milhões de kwanzas.
O caso levanta ainda questionamentos sobre a eventual existência de relações de proximidade entre responsáveis de diferentes instituições públicas e sobre a capacidade dos órgãos de fiscalização para analisar eventuais denúncias relacionadas com a gestão do FGC.
As fontes citadas levantam dúvidas sobre uma eventual intervenção da Inspecção-Geral da Administração do Estado (IGAE), alegando a existência de laços familiares entre responsáveis públicos.
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