Criado em 2004 por Lukeny Bamba Fortunato, o Artes ao Vivo tornou-se uma referência da poesia falada em Angola. Agora, a sua história ganha projecção internacional através de um documentário que conta com o patrocínio da Fundação Gianni Gaspar Martins.
O cinema e a cultura angolana voltam a ganhar destaque no panorama internacional. O documentário “Artes ao Vivo Desde 2004”, que retrata a história de um dos mais emblemáticos movimentos culturais de Angola, foi seleccionado para integrar um festival internacional de cinema, numa conquista que representa um importante reconhecimento do percurso artístico e cultural do projecto.
A produção audiovisual, patrocinada pela Fundação Gianni Gaspar Martins, procura preservar a memória de uma iniciativa que, ao longo de mais de duas décadas, tem desempenhado um papel relevante na promoção da poesia, da liberdade de expressão e na valorização dos talentos artísticos angolanos.
Fundado em 2004 pelo promotor cultural Lukeny Bamba Fortunato, o Artes ao Vivo nasceu com o propósito de criar um espaço de encontro entre artistas, poetas, músicos e amantes da cultura, permitindo que diferentes gerações encontrassem na palavra e na arte instrumentos de expressão, reflexão e transformação social.
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Ao longo dos anos, o projecto consolidou-se como uma verdadeira escola informal de criatividade, promovendo recitais de poesia, batalhas de spoken word, apresentações musicais que vão do hip-hop ao afro-jazz, exposições de artes plásticas e outras manifestações culturais.
Um dos principais pontos de encontro do movimento tem sido o Espaço Synchrovisão, conhecido pelas sessões de microfone aberto realizadas às terças-feiras, onde artistas consagrados e novos talentos partilham o mesmo palco.
Mais do que um evento cultural, o Artes ao Vivo transformou-se num movimento de afirmação da identidade artística angolana, contribuindo para o crescimento da poesia falada e inspirando iniciativas como o Luanda Slam.
Fundação Gianni Gaspar Martins aposta na valorização da cultura angolana
O patrocínio da Fundação Gianni Gaspar Martins ao documentário representa um contributo para a preservação da memória cultural de Angola e para a divulgação internacional de iniciativas que marcaram diferentes gerações de artistas.
Ao apoiar esta produção, a fundação associa-se a um projecto que procura dar visibilidade ao percurso de homens e mulheres que, durante mais de 20 anos, utilizaram a poesia, a música e outras formas de expressão artística para enriquecer o panorama cultural nacional.
A selecção do documentário para um festival internacional de cinema constitui, igualmente, uma oportunidade para apresentar ao público estrangeiro uma parte importante da história contemporânea da cultura angolana, mostrando como iniciativas independentes podem contribuir para a descoberta de talentos e para a consolidação de movimentos artísticos.
Mais de duas décadas de história chegam ao cinema internacional
A trajectória do Artes ao Vivo demonstra que a cultura também se constrói através da persistência, da criatividade e da capacidade de reunir pessoas em torno de ideias transformadoras.
De um projecto iniciado em 2004 a uma história agora levada ao circuito internacional de cinema, o Artes ao Vivo reafirma a importância de preservar e divulgar o património cultural angolano.
Com o apoio da Fundação Gianni Gaspar Martins, a história do Artes ao Vivo ultrapassa as fronteiras nacionais, levando consigo mais de duas décadas de poesia, liberdade artística e valorização da cultura angolana.
Fonte: Puto Nguxito
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