Uma residência privada atribuída ao Presidente da República, João Lourenço, localizada no prestigiado condomínio Atlântico Sul, em Luanda, foi totalmente isolada para ser submetida a profundas obras de alteração e ampliação. A empreitada foi vedada com uma lona opaca de cor verde-escura, acompanhada por um grafismo decorativo e botânico que oculta totalmente a visão da moradia e dos trabalhos a partir da rua.
De acordo com apurações recolhidas por este jornal, a família presidencial era proprietária de apenas uma moradia naquele condomínio residencial, tendo recentemente adquirido a vivenda contígua. O objetivo das obras em curso é unificar os dois imóveis numa única propriedade.
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Fontes conhecedoras ao processo justificam a fusão dos dois lotes por motivos de segurança e acomodação familiar, assinalando que esta deverá ser uma das residências oficiais a utilizar por João Lourenço após a cessação do seu mandato presidencial, prevista para setembro de 2027.
A intervenção no Atlântico Sul surge num momento em que outras propriedades associadas ao casal presidencial também registam trabalhos de requalificação. É o caso da principal residência privada da família, situada no bairro Alvalade, que se encontra igualmente sob empreitada de construção e expansão.
Paralelamente, na fazenda da família localizada na Quibala (província do Cuanza Sul), foram aplicadas nos últimos meses rigorosas medidas de proteção perimétrica, com realce para a substituição do antigo sistema de vedação por uma cerca elétrica de alta tecnologia.
No condomínio Atlântico Sul, João Lourenço partilha vizinhança com proeminentes figuras da elite política e empresarial angolana, entre as quais o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, o antigo chefe da Direção de Telecomunicações da Presidência, general Leopoldino Fragoso do Nascimento "Dino", e o ex-ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás.
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