Um grupo de organizações da sociedade civil e entidades ligadas ao Conselho Nacional da Juventude (CNJ) afirmou não aceitar o pedido de desculpas apresentado por Isaías Kalunga no momento em que deixou a liderança da organização.
Segundo os representantes dessas organizações, Kalunga teria tido a oportunidade de encerrar o seu ciclo à frente do CNJ de forma tranquila e deixando um legado positivo, mas, na avaliação dos jovens, a forma como conduziu os últimos momentos da sua liderança acabou por gerar descontentamento entre diferentes sectores da sociedade civil.
“Isaías Kalunga tinha tudo para sair bem e deixar um bom legado, mas, pela ganância e pelo apego ao poder, decidiu seguir pelo caminho mais difícil. Por isso, não aceitamos as suas desculpas”, afirmaram os jovens.
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Alguns membros do grupo chegaram a classificar o antigo presidente do CNJ como “charlatão”.
As organizações acusam ainda Kalunga de ter procurado permanecer na liderança do CNJ mesmo após o término do seu mandato.
O pedido de desculpas apresentado por Isaías Kalunga, portanto, não foi suficiente para encerrar as críticas de sectores que acompanharam a sua passagem pela liderança do CNJ. As organizações defendem que o antigo dirigente deveria ter conduzido a transição de forma diferente e preservado aquilo que consideram que poderia ter sido o seu legado à frente da instituição.
As declarações e acusações reproduzidas nesta matéria correspondem à posição das organizações e dos seus representantes.
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