O jurista luso-angolano Rui Verde manifestou surpresa com a identificação de alguns sectores da UNITA com o movimento político de Jair Bolsonaro, associado à extrema-direita brasileira, considerando que estas posições contrastam com o apoio de outros membros do partido ao discurso de Lula da Silva sobre direitos humanos e liberdades.
As declarações foram feitas durante uma análise às reacções dos partidos angolanos às eleições brasileiras, na qual o especialista destacou as diferentes posições ideológicas existentes no seio da UNITA e a ausência de um pronunciamento do MPLA sobre o processo eleitoral no Brasil.
O jurista luso-angolano Rui Verde manifestou surpresa com a identificação de alguns sectores da UNITA com o movimento político de Jair Bolsonaro, associado à extrema-direita brasileira, considerando que estas posições contrastam com o apoio de outros membros do partido ao discurso de Lula da Silva sobre direitos humanos e liberdades.
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As declarações foram feitas durante uma análise às reacções dos partidos angolanos às eleições brasileiras, na qual o especialista destacou as diferentes posições ideológicas existentes no seio da UNITA e a ausência de um pronunciamento do MPLA sobre o processo eleitoral no Brasil.
Para Rui Verde, as diferenças ideológicas que se manifestam claramente no cenário político brasileiro não são reproduzidas da mesma forma em Angola, o que, no seu entender, torna algumas destas posições difíceis de explicar à luz das tradicionais divisões entre esquerda e direita.
O especialista recordou ainda que, durante os mandatos de José Eduardo dos Santos, existia uma maior proximidade entre o MPLA e Lula da Silva, relação que, na sua avaliação, já não apresenta a mesma expressão na actual fase política brasileira.
A análise contou também com a participação da jornalista brasileira Cyneida Correia, que chamou a atenção para a falta de renovação das lideranças da esquerda no Brasil. A jornalista considera que a dificuldade dos partidos em abrir espaço para novos dirigentes, sobretudo jovens, pode comprometer a sua capacidade de responder ao crescimento da extrema-direita.
Cyneida Correia defendeu mudanças estruturais nos partidos de esquerda, alertando que a falta de oportunidades para o surgimento de novas lideranças poderá fragilizar este campo político no futuro.
Correio da Kianda
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