Militantes da Organização da Mulher Angolana (OMA) estarão descontentes com a alegada indicação de Cândida António dos Santos ao Comité Central do MPLA, apenas seis meses depois da sua integração no Comité Nacional da organização feminina do partido.
A indicação, que terá ocorrido no passado dia 23 de Outubro, está a provocar críticas internas, sobretudo entre militantes veteranas que consideram ter sido ultrapassadas no processo de selecção, apesar dos vários anos de dedicação e experiência acumulada nas estruturas da OMA.
Segundo informações chegadas à redacção, algumas das militantes alegadamente preteridas já cumpriram dois mandatos no Comité Nacional da OMA e esperavam que o seu percurso político e contributo para a organização fossem considerados na escolha de representantes para o Comité Central do MPLA.
Fisioterapia ao domicílio com a doctora Odeth, liga agora
As mesmas informações apontam a Secretária-Geral da OMA, Emília Carlota Dias, como responsável pela proposta de indicação de Cândida António dos Santos, circunstância que estará a alimentar divergências no seio da organização.
Entretanto, fontes relatam que uma proposta relacionada com a distribuição de responsabilidades internas terá sido inicialmente rejeitada por Carlota Dias, que alegadamente manifestou preferência por uma pessoa da sua confiança para assumir determinado departamento. Não foi possível esclarecer se este episódio esteve directamente relacionado com a indicação ao Comité Central.
O caso estará a levantar questionamentos sobre os critérios utilizados na escolha de quadros para os órgãos superiores do MPLA, nomeadamente no que diz respeito à valorização da antiguidade, da experiência política e do trabalho desenvolvido pelas militantes nas estruturas de base.
Para as militantes descontentes, segundo os relatos recebidos, a promoção de quadros recentemente integrados em órgãos de direcção, em detrimento de dirigentes com maior percurso na organização, poderá contribuir para o agravamento das divisões internas.
A polémica surge numa altura em que a OMA procura reforçar a sua organização e mobilização política, tendo em vista os desafios eleitorais de 2027.
O caso coloca novamente em discussão a importância da transparência, da valorização do mérito e da experiência das militantes na escolha de representantes para as estruturas dirigentes do MPLA.
Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação



0 Comentários