Quem é António Carlos Purruci Loureiro Alves?
António Carlos Perruci Loureiro Alves é mais um estrangeiro que tem ganho milhões e milhões em Angola através de corrupção e tráfico de influência.
O brasileiro, que trabalhou primeiro para a Macon, até 2010, tornou-se numa eminência parda quando se aliou a dupla José Filomeno dos Santos “Zenú”, Armando Manuel. É conhecido como testa-de-ferro de Zenú. É nessa qualidade que entra como sócio no negócio da Imob Business Tower, segundo o jornal Maka Angola.
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A influência do brasileiro estende-se ao controlo da base de dados da Autoridade Tributária Geral, afecta ao MINFIN, por via do software que fornece a essa entidade.
BDM – Engenharia e Tecnologia Limitada.
O brasileiro António Carlos Perruci Loureiro Alves (67.5%), um deputado do MPLA, general Armando da Cruz Neto (20%), conforme registo notarial lavrado a 10 de Abril de 2014.
Corrupção
O modo que JES saqueou o país em benefício da sua família levava a questionar, o sentido de responsabilidade política, moral, social e patriótica dos milhões de militantes do partido no poder, o MPLA, e que o defendiam em detrimento da pátria.
Em 12 de Setembro de 2014, o então presidente José Eduardo dos Santos ordenou ao Ministério das Finanças (MINFIN) que procedesse à aquisição do edifício, na fase inicial de construção, por US $115.4 milhões de dólares. Fê-lo através do despacho presidencial n.º 182/14, que autorizava a celebração do contrato de compra e venda entre a empresa privada Imob Angola – Empreendimentos Imobiliários Lda. e o seu governo.
A construção do edifício ficou a cargo da empresa portuguesa Mota-Engil e teve início um ano antes do despacho presidencial, em Setembro de 2013. O prédio de 35 andares, é o mais alto e esguio em Angola. O custo total da obra foi avaliado em cerca de US $40 milhões, segundo dados públicos da gestão da Mota-Engil.
No mesmo dia em que o presidente assinou o despacho, a 12 de Setembro de 2014, a Imob Angola e as empresas que viriam a ser as suas novas proprietárias realizaram cada uma, por sua conta, as suas assembleias-gerais.
A seguir, dez dias após o despacho presidencial, a 22 de Setembro de 2014, os sócios da Imob Angola cederam a totalidade das suas quotas a duas empresas fantasma: a Incasa – Empreendimentos e Participações Lda. e a Bertoli – Investimentos e Participações, cujas sócias eram duas desconhecidas, Maria Isabel José e Domingas Zanda Muenho.
Incasa é uma empresa detida formalmente pelo pelo brasileiro António Carlos Perruci Loureiro Alves.
O contrato
Através do despacho 1610/14, de 28 de Novembro de 2014, o então ministro das Finanças, Armando Manuel, subdelegou poderes ao secretário de Estado para o Património, Franco Burity da Silva, para a assinatura do contrato-promessa de compra e venda do imóvel à Imob Angola. Mas, por altura da assinatura do contrato, a Imob Angola já tinha outro figurino, com a Incasa e a Bertoli como únicas sócias.
Duas semanas depois, a 15 de Dezembro de 2014, Mayra, esposa de Zenú e nora de José Eduardo dos Santos, compareceu no Cartório Notarial da Loja dos Registos do Kilamba, como representante de Maria Isabel José e de Domingas Zanda Muenho.
Mayra procedeu à transferência para o seu próprio nome de 70 por cento da quota da Bertoli – Investimentos e Participações, que assim ficam na posse de Mayra Isungi Campos Costa dos Santos, esposa de Zenú e nora de José Eduardo dos Santos. Os restantes 30 por cento passam para o nome das três filhas do casal Zenú e Mayra: Dahlia (10 anos), Amarilis (7 anos) e Anise (3 anos).
De vendedores a fiscalizadores
O negócio não ficaria completo sem mais uma machadada na lei. Vendido o edifício ao Ministério das Finanças, a fiscalização das obras passou a ser da inteira responsabilidade da empresa BDM – Engenharia e Tecnologia Limitada, que também é a projectista.
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