No 54 congresso do ANC realizado em dezembro de 2017, o actual Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, fez-se eleger usando uma marca de campanha CR17. As letras CR correspondem as iniciais do seu nome e o numero 17, o ano em que o congresso aconteceu.
Nas últimas eleições zambianas, a marca foi “Bally” em paralelo com HH 2021, as inicias do novo presidente Hakainde Hichilema. Nas eleições de 2017 em Angola, o MPLA, foi o primeiro a aderir a onda usando a marca JL, que é assim que ficou conhecido o seu líder. A UNITA também seguiu o vendo das marcas usando a marca ACJr correspondendo as iniciais do antigo porta-voz de Savimbi, em Lisboa.
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Kafú Sabino, um dos jovens mais brilhantes da nossa "geração da democracia" lançou um debate interessante nas redes sociais em que os militantes da UNITA estão a debater se a marca do partido é ACJr ou Savimbi. Uns dizem que a marca é ACJr e que Savimbi é o guia imortal. Outros argumentam que Savimbi é as duas coisas. Um militante do MPLA, Cusse Ndala, aproveitou o debate para atribuir o exercício dos “maninhos” como clivagens internas que vai requerer a Samakuva “enorme tarefa para conciliar novamente o partido”. Já dissemos varias vezes que o MPLA não precisa de votos para ganhar eleições mas sim argumentos de divisão no seio da UNITA para justificar as derrotas que lhes atribui.
Com o pacote eleitoral que permite irmos para eleições e sabermos dos resultados no dia anterior ao voto, teremos em 2022, o Cusse Ndala e outros a pregarem que “A UNITA perdeu porque estavam divididos em saber se a marca era ACJr ou Savimbi”. É a UNITA que as vezes fornece lenha ao seu adversário para queima-la ao vivo. Da UNITA a sociedade espera que debatam Angola.
José Gama
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