Regime do MPLA prende pastor em Cabinda



A justiça angolana prendeu no passado dia 23 de março o Pastor João da Graça (na foto), pertencente a Igreja Lassista em Cabinda, devendo o mesmo ser apresentado, em tribunal, em data desconhecida. 


O MIC - Movimento Independentista de Cabinda, discorda da detenção pelo que endereçou uma missiva pública a governadora provincial Mara Regina da Silva Baptista Domingos Quiosa, para que conceda “a liberdade imediata e incondicional do Pastor João da Graça”.


Na missiva assinada pelo vice-Presidente do MIC, Sebastião Macaia, esta associação, é argumentado que o pastor foi preso quando participava numa reunião dos direitos humanos. “No dia 25 de Março de 2023, ele foi preso com dezenas de outras pessoas e, embora todos os outros envolvidos tenham sido libertados, o pastor João da Graça continua preso até a data presente”.



Fisioterapia ao domicílio com a doctora Odeth Muenho, liga agora e faça o seu agendamento, 923593879 ou 923328762


“Em Cabinda, a violação dos direitos humanos piorou nos últimos anos. Numerosos casos de violações de direitos humanos resultantes das políticas do regime do partido MPLA e do uso excessivo da força pelas Forças de Segurança, bem como o uso indevido do Sistema de Justiça, constituem um mecanismo de perseguição política. Em Cabinda, a justiça é usada contra os defensores de Direitos Humanos, principalmente os Independentistas. Há casos aberrantes de pessoas presas por simplesmente participar duma reunião pacífica sobre direitos humanos”, lê-se na missiva do MIC.


Recorda-se que no dia 21 de Maio do ano passado,  a ONG OMUNGA foi impedida de realizar uma Conferência sobre a Reflexão da Paz em Cabinda. No local, a polícia montou uma operação, com mais de vinte agentes, que cercou a unidade hoteleira que seria palco do encontro, impedindo assim a entrada dos participantes e da organização, e alegando que tinham recebido "ordens superiores" e só as estavam a cumprir. Os convidados como Reverendo pastor Ntony Nzinga e padre Celestino Epalanga, lamentaram o sucedido. "Em Cabinda há jovens, homens e mulheres que querem exercer a sua cidadania, mas vemos sempre ordens superiores, que acabam por impedir as atividades deste género. A ser assim, sinceramente, sairei daqui com a impressão de que Cabinda não é Angola", sublinhou o reverendo Padre Celestino Epalanga.


O MIC entende ainda que “essa conduta do governo do MPLA em Cabinda tem sido recorrente, e neste momento o pastor João da Graça está sendo mais uma vítima da ditadura do MPLA em Cabinda”.


O MIC apela a união de todos activistas de Cabinda, “para que unamo-nos em torno desta situação da prisão do nosso irmão pastor João da Graça e formador Makosso Rock Sosthene” e exigem “o fim das violações de Direitos Humanos em Cabinda e, em particular, o respeito pelos direitos à liberdade de expressão e reunião pacífica”.




Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação 

Postar um comentário

0 Comentários