Artigo sobre as Dificuldades Econômicas de Angola, Soluções e Recomendações- Tyilenga Tyokuehandja



Angola enfrenta desafios económicos significativos, refletidos em diversos indicadores. Com uma produção petrolífera em torno de 1200 mil barris por dia (BPD), a economia angolana está altamente dependente desse recurso. A dívida interna e externa atinge aproximadamente 40 mil milhões de dólares, enquanto a pressão do kwanza em relação ao dólar no mercado informal evidencia desequilíbrios, com 1 kwanza equivalendo a 1000 Kwanzaa.


A economia, no primeiro trimestre de 2023, registou uma expansão anual de modestos 0,3%, influenciada pelo crescimento nos serviços (4,1%) compensando o declínio na produção de petróleo (-8,0%). Entretanto, as oscilações nos preços do petróleo afetaram a moeda, que apreciou 26,2% em 2022, mas posteriormente desvalorizou cerca de 40% em relação ao dólar devido a receitas petrolíferas mais baixas e aumento do serviço da dívida externa.



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A balança corrente, no segundo trimestre de 2023, registrou um excedente de apenas 0,4% do PIB, devido à redução das receitas petrolíferas, enquanto as reservas internacionais permaneceram em torno de 13 mil milhões de dólares, equivalendo a sete meses de importações. A inflação, inicialmente em declínio, viu um aumento para 10,6% em abril de 2023 após a remoção parcial dos subsídios à gasolina e a desvalorização do kwanza.


O Banco Central, diante das pressões inflacionistas, optou por manter a taxa de referência em 17%. As estimativas de crescimento para 2023 são modestas, prevendo-se 1,3%, influenciado tanto pelo setor petrolífero quanto pelo não petrolífero, afetados por cortes nos investimentos públicos e pela recente depreciação acentuada do kwanza.


A perspectiva é desafiadora, com previsões de crescimento negativo do consumo privado per capita e aumento da pobreza. Soluções recomendadas incluem a diversificação da economia para reduzir a dependência do petróleo, reformas nos subsídios e medidas para estabilizar a moeda. É crucial que o executivo angolano promova investimentos sustentáveis, fomente o setor não petrolífero e adote políticas que protejam os segmentos mais vulneráveis da sociedade, garantindo uma recuperação económica equitativa e duradoura.


Tyilenga Tyokuehandja- Mestre de Gestão de Empresas pela Universitária de Oklahoma City dos Estados Unidos da América


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