Me afastei do Movimento Revolucionário devido a elementos que têm interesses inconfessos - Nito Alves



O Na Mira do Crime deslocou-se à residência do activista Manuel Chivonde Baptista, mais conhecido por "Nito Alves", residente no bairro Chimuco, distrito da Estalagem, município de Viana, para uma conversa descontraída, com aquele que foi um dos pilares do Movimento Revolucionário de Angola, e preso político do processo "15+2", que dentre vários pontos abordados, destacou-se a sua saúde e o que tem feito durante estes últimos anos.

Alves afirmou durante a entrevista que goza de boa saúde, e desde a última vez que esteve internado no hospital Cardeal Dom Alexandre do Nascimento por consequência de um atropelamento, a situação já está sob controlo.



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"Estou bem de saúde, já não me queixo, faço a minha vida tranquilamente", descreveu.

Por outra, quanto ao seu papel no activismo político, o jovem disse que se afastou do Movimento Revolucionário devido a elementos do mesmo grupo, que têm interesses inconfessos.

"Há pessoas que confundem aquilo com partido político, querem misturar as coisas, por isso preferi se afastar, por outra, há elementos que estão lá só para aparecer, não têm objectivo com a maioria que é o povo", contou.Questionado se fez inimigos dentro do movimento, Nito respondeu que tem lidado com todos, só não lida com os supostos traidores.

Quanto as acusações que o jovem foi ‘comprado’ pelo MPLA, o activista respondeu categoricamente que não se vendeu ao regime.

“Muita gente não gosta de mim, fazem de tudo para me difamar, não tenho subsídio nenhum como dizem", frisou

Indagado sobre o suposto pacto de feitiçaria que havia feito para ter capacidade de mobilização, respondeu. "Não li nenhum livro, conforme dizem, para ter fama, não recebi feitiço, toda gente que eu mobilizava para ir às manifestações era por carisma que sentiam por mim", esclareceu.

Aquele que é também um dos promotores do slogan "32 é muito", que aos seus 14 anos já era um activista ‘anti-eduardista’, contou à nossa reportagem como vive actualmente para sustentar a sua família.

"Vivo como sicário", a nossa reportagem pediu ao jovem que decifrasse o que isto quer dizer, mas o jovem persistiu na mesma resposta.

Sendo uma figura bem conhecida a nível nacional e internacional, Nito Alves tocou no capítulo político, tendo dito que tem amigos em todos os partidos, mas considera que a política em Angola é um círculo de amigos, onde repartem os lugares no parlamento na fase das eleições e cada um fica feliz do seu jeito.

"Primeiro, quero dizer que os políticos aqui em Angola são todos comerciantes, as eleições é um acto figurativo onde fazem um simulado e repartem os lugares na assembleia, não são sérios. Um País como o nosso, de ditadura, tinha que ter partidos fortes na oposição, partidos preparados para tudo o que vier, posso afirmar que são grupos de compadres", criticou.

Questionado ainda se pela luta que deu para uma Angola melhor, acha que está ser abandonado tanto pelos políticos, bem como pelos seus companheiros de Luta, o Activista respondeu: "Só eles sabem, cada um vive do seu jeito e eu vivo o meu, mas lutei e continuo a lutar para ver uma Angola melhor e, enquanto tiver vida, farei com a minha força", reforçou.

Nito relembrou os bons momentos ao lado do seu grande amigo Carbo Casimiro, de feliz memória, aquele que também foi um dos "revús", e que durante vários anos combateu contra a ditadura eduardista do regime MPLA.

"O Carbono foi das grandes pessoas que conheci no movimento, sempre aconselhou-me, desde o momento que fui à cadeia esteve ao meu lado, deu-me força e muito mais, é das poucas pessoas que tenho na minha memória", recordou.

Na Mira do Crime

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