O DINHEIRO FICOU COM ELES, TAMBÉM NÃO ME INTERESSA: PGR fica com dinheiro de Bento Kangamba




A Procuradoria-Geral da República (PGR) terá ficado na posse de valores monetários pertencentes ao general na reforma e empresário Bento dos Santos Kangamba, sem que até ao momento os mesmos tenham sido devolvidos, segundo declarações feitas pelo próprio durante uma entrevista ao programa “A Última Palavra”, da Rádio MFM, conduzido pelo jornalista João Pinto.


Na conversa, Kangamba relatou que foi detido em 2020, na província do Cunene, quando transportava cerca de um milhão de kwanzas, tendo anteriormente entregue 100 mil kwanzas a organizadoras de um evento tradicional naquela região. Segundo o seu testemunho, durante a operação de detenção, as autoridades apreenderam os seus pertences, incluindo aproximadamente 900 mil kwanzas, valor que afirma nunca lhe ter sido restituído.

 

O também secretário para a mobilização do MPLA em Luanda afirmou não estar a reivindicar a devolução do montante, mas fez questão de recordar o episódio, acrescentando: “o dinheiro ficou com eles, também não me interessa, o importante é eu estar em vida”.

 


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Kangamba explicou ainda que se deslocava ao Cunene a convite do então governador Pedro Mutindi, para assistir a uma actividade local, e alegou que terão circulado em Luanda informações falsas de que estaria a transportar grandes somas de dinheiro para o estrangeiro, o que teria motivado a sua detenção.


O general na reforma lamentou a forma como foi tratado, afirmando ter sido algemado “como se fosse um Pablo Escobar”, numa referência ao conhecido narcotraficante colombiano. Acrescentou ainda que, após a sua libertação, foi recebido pelo Presidente João Lourenço, a quem atribuiu uma avaliação positiva, afirmando que o chefe de Estado lhe garantiu não ter tido envolvimento no caso e condenou eventuais excessos.

 

“Dou nota 10 ao Presidente João Lourenço. Ele chamou-me dois dias depois e disse que houve falta de respeito. Eu condeno isso”, afirmou, acrescentando suspeitas de que a operação terá sido conduzida por pessoas que já não integram os órgãos do Estado.

 

“Quem nos combateu não foi o MPLA. Foram pessoas que já não estão cá. Não posso dizer que foi o MPLA que me algemou”, declarou, defendendo que a sua detenção constituiu uma falta de respeito institucional e pessoal.


 

Kangamba apelou ainda para que situações semelhantes não se repitam, defendendo que o uso da justiça para fins indevidos deve ser evitado. “Essas pessoas já não estão. Quem está hoje no DNIAP? Quem está na Casa Militar? Já não são as mesmas pessoas”, afirmou.

 

Bento dos Santos Kangamba foi detido em 2020 no Cunene no âmbito de um processo relacionado com alegadas dívidas, tendo posteriormente sido libertado enquanto o processo seguiu os trâmites judiciais. O caso gerou, na altura, reações de contestação de algumas figuras militares, que criticaram a forma como a detenção foi conduzida.


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