Bispos católicos pedem reparações e denunciam desigualdades nos 50 anos de independência de Angola.
CEAST denuncia desvio de fundos e pede reparação de erros nos 50 anos de independência de Angola
PorRedação
AConferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) apontou, esta segunda-feira, o desvio de fundos públicos, a expatriação de capitais e os discursos políticos desconectados da realidade como algumas das “sombras e insuficiências” que marcam os 50 anos de independência de Angola.
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Numa mensagem pastoral de 14 páginas dedicada às celebrações do cinquentenário da independência nacional, a ser assinalado a 11 de Novembro de 2025, os bispos católicos angolanos saúdam as conquistas alcançadas desde 1975, mas sublinham desafios persistentes que exigem correcções estruturais profundas.
Segundo o documento, a independência representou uma libertação do regime colonial português e foi acolhida com entusiasmo por todos os angolanos. Contudo, os prelados sublinham que a expectativa de um país mais justo, próspero e inclusivo continua, em muitos aspectos, por concretizar.
A CEAST reconhece como “luzes” a paz alcançada em 2002 e os avanços na reconstrução de infraestruturas como escolas, hospitais, estradas e portos. No entanto, sublinha a necessidade de “reparações jubilares” pelas “omissões, negligências e oportunidades perdidas” nas últimas cinco décadas.
Entre os principais problemas destacados constam:
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O deficiente controlo fronteiriço, associado ao contrabando e exploração ilegal de recursos naturais;
A fraca qualidade do sistema educativo e dos serviços de saúde;
O precário saneamento básico e a escassez de água potável;
O “alarmante desvio de fundos públicos” e a “escandalosa expatriação de capitais”;
A exclusão social e o agravamento das condições de vida da maioria da população.
Os bispos denunciam ainda uma “lógica do oportunismo, egocentrismo e discriminação”, que tem gerado frustração, elevado custo de vida e descrédito nas instituições. Criticam também os discursos políticos que consideram “vazios e desconectados da realidade”, bem como as restrições à liberdade de expressão e o controlo da comunicação social pública.
Apelam à superação do “sistema centralizado, autocrático e assistencialista”, que limita a iniciativa privada, e criticam a utilização da lógica partidária “eleitoralista”, que, segundo dizem, ignora as reais necessidades do povo.
A CEAST defende ainda o reconhecimento equitativo dos líderes históricos da luta de libertação — Holden Roberto (FNLA), Agostinho Neto (MPLA) e Jonas Savimbi (UNITA) — como gesto de reconciliação nacional.
“Não temos evidências de angolanos desejosos de voltar ao regime colonial, mas temos inúmeras evidências de cidadãos que aspiram a um bem-estar proporcional às riquezas do seu país”, concluem os bispos, apelando à construção de uma Angola mais justa e inclusiva.
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