Mário Palhares, ex-vice-governador do Banco Nacional de Angola é peça central no esquema dos créditos do Montepio



Financiamentos milionários desastrosos, um avião carregado com malas de dinheiro, esquemas para a compra de unidades de participação do banco português e uma autêntica teia de suspeitas e de relações perigosas que terão envolvido não só o grupo Montepio, mas também outros bancos em Cabo Verde, Angola e Portugal. 

 

Na base da complexa investigação do Ministério Público português e da Polícia Judiciária daquele país, estão antigos banqueiros como Tomás Correia e Mário Palhares e a família Guilherme – a maior parte já foram constituídos arguidos por indícios de burla e branqueamento de capitais.


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Na sequência da crise financeira mundial de 2008/09 e dos graves problemas das dívidas soberanas de 2011, quase toda a banca portuguesa foi fortemente afetada. Fruto também de gestões até danosas, vários bancos começaram a cair (BPN, BPP, Banif e BES) e outros tiveram de ter fortes injeções de capital privado e do Estado para melhorarem os rácios e assim absorverem elevadas imparidades de créditos concedidos. Nesta altura, também o banco Montepio teve uma erosão forte dos seus fundos próprios e foi obrigado a fazer vários aumentos de capital sempre suportados pelo seu acionista único, a Associação Mutualista Montepio, composta por mais de 620 mil associados, os verdadeiros donos do banco.

 

Uma parte da solução terá sido encontrada em Angola por altos responsáveis do grupo Montepio. “Assim, o dr. Tomás Correia, o presidente do Conselho de Administração do Montepio, com a ajuda do seu pivot em Angola, António Pontes [desde 2012, presidia à Comissão Executiva do Finibanco Angola por indicação de Tomás Correia], engendrou um esquema que pudesse dar uma ajuda substancial para garantir o sucesso da operação.

 

Tratava-se de angariar investidores com atividade económica sediada em Angola que pudessem, com o apoio da filial local do Montepio, o Finibanco Angola, contribuir para o sucesso da operação, através da subscrição de cerca de 35 milhões de euros em UP (que acabariam depois do rateio por serem apenas cerca de 31 milhões), sem que estes tivessem de aportar os capitais necessários”, refere um documento do processo 1815/15.0JFLSB a que o Exclusivo teve acesso.



CNN Portugal 


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