CNJ Acusado de Usar Meios de Comunicação para Promover Projetos Falsos

 


O Conselho Nacional de Juventude (CNJ) está sob fogo cruzado após denúncias de que estaria utilizando meios de comunicação social, tanto privados quanto públicos, como ferramentas para disseminar projetos fraudulentos. A crítica é de que essas iniciativas não apenas falham em cumprir suas promessas, mas também servem a interesses políticos específicos, visando a ascensão de seus líderes a cargos na governação ou a inclusão em listas de deputados para as eleições de 2027.


Entre os projetos questionáveis, destacam-se:


- Cerca de 4000 empregos no Nova Era (Cidade da China, Cacuaco), que nunca se concretizaram.

- Cerca de 3000 empregos nos Supermercados Arreio, igualmente inexistentes.


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- Cerca de 3000 bolsas para obtenção de cartas de condução,  que não saíram do papel.

- Promessas de empregos no Cuanza Sul e estágios remunerados, que deixaram muitos jovens desiludidos.

- A alegada cidade agropecuária da juventude no Kikabo/Bengo, que, apesar de ter recebido terras do governo, não apresenta qualquer progresso.

- A cimeira com a  presença de 55 países africanos, quando na realidade nem 15 se fizeram presentes.

- Falsas promessas em várias províncias, que resultaram em frustração e descontentamento entre os jovens.


Essas alegações levantam sérias questões sobre a transparência e a responsabilidade do CNJ, instigando um debate sobre a real eficácia de suas ações e a importância de um compromisso genuíno com a juventude angolana. A insatisfação crescente entre os jovens sugere que a credibilidade do Conselho está em jogo, e a necessidade de uma mudança significativa se faz cada vez mais urgente.


Maria Nicolau 


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