O TÃO ESPERADO CONGRESSO DA UNITA E O TESTE DA MATURIDADE POLÍTICA DO GALO NEGRO- Hitler Samussuku



O próximo congresso da UNITA está previsto para novembro e será um momento decisivo na vida política do partido. Desde 2003, a UNITA tem dado provas de ser uma das formações políticas mais consistentes em termos de democracia interna. Todos os congressos foram disputados com múltiplas candidaturas, debates abertos e fiscalização do processo eleitoral por observadores independentes, não filiados ao partido. Trata-se de um exemplo raro no panorama político angolano.


O congresso de novembro coloca à prova a maturidade política da UNITA. A questão central será entre a continuidade da liderança de Adalberto Costa Júnior ou o risco de regressar a práticas clientelares do passado. A história recente ajuda a compreender esse dilema. Em 2019, Adalberto foi eleito presidente num congresso altamente disputado. A victória, embora legítima, não foi bem digerida por um grupo de derrotados. Alguns afastaram-se, outros alinharam-se ao regime para tentar enfraquecer a UNITA. Mas a democracia é feita de victórias e derrotas, e o congresso é a instância soberana para dirimir diferenças internas. Quando se apela a instâncias externas como o Tribunal Constitucional — controlado em grande parte pelo MPLA — o gesto soa a traição, sobretudo porque o MPLA e a UNITA travam um duelo político desde os Acordos de Alvor, em 1975.


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A trajectória da UNITA é feita de resistência. Jonas Savimbi garantiu a sobrevivência do partido no contexto do monopartidarismo, enfrentou a guerra e projectou o multipartidarismo como conquista para Angola. Sua morte em 2002 não significou o fim, mas uma escolha estratégica pela sobrevivência da UNITA. Entre 2003 e 2019, Isaías Samakuva assumiu a liderança. Foi uma presidência longa, com pontos fortes e fracos, mas necessária para um período de transição e adaptação ao novo contexto político e social.


Em 2019, a victória de Adalberto Costa Júnior representou um divisor de águas. Apesar das tentativas de boicote e até da anulação do congresso pelo Tribunal Constitucional, a pressão popular forçou a realização de um novo congresso. A partir daí, a UNITA reforçou sua identidade, consolidou a Frente Patriótica Unida e conquistou 90 assentos no parlamento. Muitos sustentam que venceu as eleições de 2022 e só não formou governo por causa do “Estado de terror”, da fraude e de vícios no processo eleitoral que todos conhecemos.


A liderança de Adalberto transformou a UNITA num partido de base urbana e rural, expandindo sua influência para os dois campos. Tornou-se um líder carismático, alvo da máquina de propaganda e da guerra psicológica do MPLA. Contra ele, foram mobilizados milhões de dólares, campanhas de difamação em televisão, rádio e redes sociais, além da instrumentalização de tribunais e serviços de inteligência. Mesmo assim, sobreviveu e fortaleceu-se.


É importante enfatizar que todas as conquistas foram resultados de um trabalho de equipa: Os bons conselhos de Samuel Chiwale, Ernesto Mulato, mais velho Sami, Marcial Dachala, mais Velho Manuvakola, Mwata Virgílio, Dra. Arlete Chimbinda, mamã Helena Bonguela, a mamã Cesaltina Kulanda; a visão estratégica de Lukamba Gato e Kamalata Numa; o apoio dos secretários provinciais , municipais do partido UNITA, os secretários da JURA , bem como, a força das mamãs da LIMA e a garra da Sociedade Civil.

Seria um erro histórico, às vésperas de 2027, a UNITA trocar de presidente. A luta de décadas trouxe o partido até este ponto, e o caminho agora é para a frente. Ainda assim, há licções a aprender. É necessário investir mais em comunicação política, formar quadros, resolver pendências como a Fundação Jonas Savimbi e promover reconciliação com alguns dissidentes. A reconciliação nacional começa em casa. Também é fundamental propor uma lei de transição política pacífica e responsável, tal como um pacto de regime que garanta alternância em 2027.


No próximo congresso, que vença o melhor. Mas, como dizia Jonas Savimbi, “quem deve liderar é aquele que o regime teme”. Hoje, não há dúvidas de que esse nome é Adalberto Costa Júnior.


Hitler Samussuku


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