ONGs de Direitos Humanos em Angola são criticadas por falta de ação concreta


Cresce a indignação entre ativistas angolanos contra a postura de organizações que se apresentam como defensoras dos direitos humanos, mas permanecem ausentes da realidade concreta enfrentada por defensores perseguidos em Angola.


Pedro Paka, defensor da linha de frente e coordenador da Força Unida contra a Repressão e Injustiças em Angola=FURIA-99, denuncia publicamente a falta de ação real por parte de algumas dessas organizações. Em sua declaração, ele aponta que muitas se limitam a realizar conferências de imprensa, publicar relatórios e captar fundos internacionais, sem estarem presentes no terreno, sem visitar ativistas presos e sem prestar apoio às suas famílias.


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> “É inaceitável que essas organizações permaneçam distantes da realidade concreta, sem presença no terreno e sem qualquer apoio real aos que mais precisam. Essa desconexão mina a credibilidade do setor e compromete a eficácia da luta por justiça”, afirmou.

Segundo Paka, são os movimentos de base, sem financiamento ou estrutura formal, que enfrentam a repressão mais dura do regime. “São esses movimentos que saem às ruas, que são perseguidos, presos e, muitas vezes, esquecidos até mesmo pelos que deveriam estar ao seu lado”, completou.

A declaração termina com um apelo urgente ao repensar do papel das organizações formais de direitos humanos em Angola:

> “O compromisso com os direitos humanos exige mais do que palavras e relatórios: exige ação direta, solidariedade concreta e alinhamento verdadeiro com os que estão na linha de frente da luta.”

A crítica lança luz sobre a crescente divisão entre os movimentos populares e as instituições que, segundo os ativistas, falham em traduzir seu discurso em apoio prático e efetivo.



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