PARA TRUMP, HÁ OS BONS E MAUS VIOLADORES DOS DIREITOS HUMANOS- GRAÇA CAMPOS



A partir de quarta-feira, 8 de Agosto, 36% das exportações brasileiras para os Estados Unidos passaram a estar sujeitas a tarifas aduaneiras de 50%.

O Presidente dos Estados Unidos, Donal Trump, anunciou no princípio de Julho o que os brasileiros qualificam co,o “tarifaço”. 

De acordo com Donal Trump, o violento aumento das tarifas é uma retaliação ao que chama de "caças às bruxas" do governo Lula ao ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Em prisão domiciliar, o ex-presidente brasileiro aguarda julgamento pela tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de Janeiro de 2023. 



Fisioterapia ao domicílio com a doctora Odeth Muenho, liga agora e faça o seu agendamento, 923593879 ou 923328762


Ao tarifaço, Trump adicionou a proibição de entrada em território americano do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Para tanto, o presidente dos Estados Unidos recorreu à Lei Magnitsky, usada para punir estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos ou de corrupção em larga escala. 

Alexandre Moraes é o relator do processo em que Jair Bolsonaro e outros antigos dignitários são acusados de tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito.

Presidente em exercício da União Africana, João Lourenço estará entre os convidados à cerimónia da assinatura, em Washington, de um acordo de paz entre o Ruanda e a República Democrática do Congo, representados ao mais alto nível. Ainda não há ciência da data.

Esta semana, diferentes organizações da sociedade civil angolana, nomeadamente, a Comissão Episcopal de Justiça e Paz e Integridade da Criação da CEAST, Pro Bono Angola, Justiça, Paz e Democracia (AJPD) e a Friends of Angola (FoA) atribuíram a agentes da Polícia execuções sumárias e continuada prática de sequestros e torturas na sequência dos tumultos que ocorreram nos dias 28, 29 e 30 de Julho em Luanda, Bengo, Huíla e Malange, sobretudo.

De acordo com aquelas organizações, execuções sumárias, torturas e detenções arbitrárias, profusamente comprovadas, são incompatíveis com os princípios de um Estado Democrático e de Direito. 

Titular do Poder Executivo, que o mesmo é dizer chefe de um governo unipessoal, João Lourenço não pode, de modo algum, ser isento de culpas pelos crimes perpetrados por seus subordinados.

A Lei Magnitsky, que Trump evoca para imputar ao brasileiro Alexandre Moraes falsas violações de direitos humanos ou de corrupção em larga escala, é, isso, sim, aplicável ao Presidente angolano. 

Cabeça de cartaz da extrema-direita mundial, de que André Ventura é dos mais destacados membros, Donald Trump não é conhecido por qualquer conduta coerente. 

“Apóstolo” de Trump, o português André Ventura, líder do CHEGA, o segundo maior partido de Portugal, é, por estes dias, maltratado em Angola por ter caracterizado o Presidente João Lourenço como ditador e sanguinário. 

Nas redes sociais, diz-se que o director do Gabinete de Estudos e Análises Estratégicas (GEAE), Norberto Garcia não aceita o rótulo que Ventura colou a João Lourenço e por isso desafia-o para um debate com transmissão em directo pelas principais cadeias televisivas mundiais para lavar a honra do chefe.

Mais directo, Lindo Bernardo Tito, um político dividido entre o PRA JA e o MPLA, leva a “ofensa” de André Ventura no plano pessoal e promete resolver o assunto no braço se o português alguma vez se lembrar de pisar solo angolano.

As conclusões da Comissão Episcopal de Justiça e Paz e Integridade da Criação da CEAST, Pro Bono Angola, Justiça, Paz e Democracia (AJPD) e Friends of Angola (FoA) não desmentem o político luso. 

Líder “espiritual” de uma ideologia que hoje está a provocar sérios desarranjos à ordem mundial, Donald Trump é, estranhamente, adulado por algumas pessoas em Angola. As tais que se disseram ofendidas porque André Ventura deu nomes aos bois, não se importariam de rastejar aos pés de Donald Trump.

Em Abril deste ano, alguns angolanos foram tomados pela inveja por Trump não os ter incluído entre os líderes mundiais “mortinhos” por lhe beijarem o rabo. 

Nos últimos dias do mês passado, circularam nas redes sociais informações, não desmentidas, segundo as quais Angola gasta mensalmente cerca de 312.500 USD em lobbying“ para chegar a Trump.

O Governo de Angola tem um contrato com a norte-americana Squire Patton Boggs, ao abrigo do qual dispende mensalmente 312.500,00 de dólares para que essa empresa, que tem conhecidos laços com o círculo de Trump franqueia as portas da sala oval da Casa Branca ao Presidente João Lourenço.  

O governo de João Lourenço estabeleceu ligações comerciais com a Squire Patton Boggs em 2019, no primeiro mandato de Trump. 

Se ditas por Donald Trump, as referências de André Ventura a João Lourenço teriam sido tomadas como elogios.



Siga o canal do Lil Pasta News clicando no link https://whatsapp.com/channel/0029Vb4GvM05Ui2fpGtmhm0a  


Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação 

Postar um comentário

0 Comentários