O Ex-presidente do Tribunal Supremo, Joel Leonardo, lamentou em círculos privados ter sido desconsiderado pela então sua homóloga, Laurinda Cardoso, presidente do Tribunal Constitucional. Poucos dias antes de apresentar o pedido de demissão, ambos tiveram uma interação tensa, na qual Leonardo desaprovou o tom adotado pela colega.
Segundo apurações, os dois magistrados encontravam-se em posições opostas quanto ao desfecho do caso BANIC — banco ligado ao falecido general Kundi Paihama — encerrado pelo Banco Nacional de Angola (BNA), que justificou a medida com base na insustentabilidade financeira da instituição. O banco acumulava dívidas elevadas, não cumpria os requisitos mínimos de solvência e enfrentava sérios problemas de liquidez.
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Durante as investigações conduzidas pelo Tribunal Supremo, alguns sócios portugueses ligados ao BANIC tiveram os seus passaportes apreendidos por ordem de Joel Leonardo, como medida cautelar. Entre os nomes citados estavam gestores bancários portugueses com ligações a Laurinda Cardoso. O Tribunal Constitucional, por sua vez, emitiu um acórdão determinando a devolução dos passaportes aos referidos gestores.
Ambos os magistrados tinham interesses distintos no desfecho do processo. Joel Leonardo era favorável ao adiamento das investigações, uma vez que envolviam sócios seus que teriam beneficiado de empréstimos que contribuíram para a falência do banco. Laurinda Cardoso, por outro lado, também mantinha vínculos com os gestores que estavam a ser pressionados por Joel Leonardo em Luanda.
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