Tribalismo Zambiano- Sousa Jamba



Naquela outra pátria, a Zâmbia, ouvem-se, sobretudo em segmentos da diáspora, queixas ruidosas de tribalismo; preocupam. Sempre admirei a estabilidade do país e a sua capacidade de equilibrar diferenças: são 73 grupos étnicos e, apesar disso, a governação tem, em regra, mantido a balança. Nos últimos tempos, porém, parte da oposição acusa a UPND de favorecer naturais das margens do Zambeze, em particular Lunda, TChokwe, Mbunda, Luvale, Lozi e Tonga, sendo este o grupo de origem do Presidente. Chegou a circular uma lista que alegava que a maioria dos embaixadores colocados em países-chave seria Tonga. A acusação é injusta e já foi desmentida, mas a narrativa continua a ganhar tração em certos meios.


Há ainda membros da diáspora zambiana que ambicionam a carreira diplomática; veem nela uma remuneração competitiva. Alguns regressam e inscrevem-se na escola diplomática, na esperança de uma nomeação. Importa, porém, recordar: os embaixadores são designados pelo Presidente, de acordo com objetivos estratégicos. Hoje a prioridade é investimento. O próprio Chefe de Estado já criticou missões que não trazem o capital de que o país necessita. Quer embaixadores vendedores do país, gente de negócios, pessoas de confiança. Empresário habituado a resultados, trabalha por metas. Para cada posto tem um guião claro: o que espera da Austrália, do Japão, da China, do Reino Unido e de outras praças.

Tome-se o caso de Macenje Mazoka, Embaixadora da Zâmbia no Reino Unido, que é, de facto, Tonga, do mesmo tronco étnico de Hakainde Hichilema. 


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Licenciada em Comunicação Social pela prestigiosa Howard University, em Washington, onde também estudou Kamala Harris; mestre por uma universidade da Ivy League. Trabalhou durante anos no Public Broadcasting Service, nos Estados Unidos; depois, na África do Sul, integrou a South African Broadcasting Corporation, nas áreas internacional e regional, com funções de planeamento. Lecionou comunicação estratégica durante vários anos. Fala fluentemente francês e espanhol. Publicou artigos e acumulou experiência empresarial, com lugares em conselhos de administração de empresas internacionais. É o perfil certo para Londres: convencer empresários britânicos a investir na Zâmbia. É isto que interessa quando o critério é resultados e pragmatismo.


Quando a diplomacia acerta, o efeito é cascata. Investimento entra, geram-se empregos, melhora o perfil do país e criam-se ligações certas. Entram divisas, o kwacha ganha fôlego, os preços aliviam. O saco de farinha de milho desce. A inflação recua. O salário reforça o poder de compra. O eleitor, na Zâmbia, é pragmático e transacional. No campo e na cidade, não basta “ver um dos seus” no poder se faltam estradas, escolas e postos de saúde, se o futuro dos filhos parece encolher. Quem chega de outra região e entrega melhorias concretas colhe votos. A política, assim, é medida por obras e resultados. Se a economia seguir o rumo certo e o nível de vida subir de forma visível, as acusações de favoritismo terão pouca tração. O mérito impõe-se.


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