O jornalista e ensaísta angolano Adebayo Vungelançou, no dia 19 de Novembro, em Lisboa, o seu novo livro Impressões Digitais. O evento tevelugar no Grémio Literário de Lisboa, no Chiado, sob chancela da editora Rosa de Porcelana.
Durante a sessão de lançamento, a apresentação do livro foi feita pelo conceituado jornalista e gestor Nicolau Santos bem como o jurista e docente Gilberto Luther.
A obra reúne crónicas seleciondas entre aspublicadas nos últimos anos, na sua coluna do Jornal de Angola, e aborda um vasto leque de temas ligados à realidade nacional - da política às finanças públicas e governação, da economia às autarquias, da saúde à cultura, passando ainda pela inclusão social e pelo jornalismo.
Durante a sua intervenção, o Presidente do Conselho de Administração da RTP, Nicolau Santos, sublinhou, no lançamento do livro “Impressões Digitais”, que o autor, apesar de ter passado muitos anos ligado também à vida política na qual desempenhou várias funções, desde director de comunicação do Ministério das Finanças até adido de imprensa na Embaixada de Angola em França, não escreveu uma obra marcada por “elogios descabidos” ou “bajulação”. “Pelo contrário, elaborou um livro que expressa grande preocupação com o caminho que Angola tem vindo a trilhar, com as políticas públicas desenvolvidas e, sobretudo, com o impacto delas sobre a vida dos cidadãos em áreas decisivas como acesso à água, energia, saúde e educação”.
O conceituado jornalista e gestor da RTP acrescentou que o autor apresenta no livro várias propostas importantes para o desenvolvimento da economia angolana, incluindo a possibilidade de legalizar a produção de cannabis para fins económicos, transformando-a numa fonte de exportação e receitas para o país. Além disso, defendeu que a diversificação da economia não pode continuar a ser apenas uma bandeira retórica — “ou exportamos petróleo e importamos problemas” — e que a motivação dos jovens não pode continuar restrita ao desejo de obter emprego na função pública.
Por sua vez, a directora da editora Rosa de Porcelana, Márcia Sousa, considerou no acto que cada livro de Adebayo Vunge apesar do ponto de contacto comum a comunicação mediática, ora com teor ensaístico, ora jornalístico envereda por caminhos distintos e com assumida originalidade.
A responsável da editora cabo-verdiana, acredita por isso que a leitura de “Impressões Digitais” será importante para ampliar o olhar analítico sobre o estado da arte em Angola, num momento jubiloso em que o país celebra meio século de existência, com suas conquistas e falências, fortalezas e fragilidades, na senda de uma Angola próspera e insubmissa quer em África quer no mundo.
O livro integra a coleção “Em se plantando, tudo dá (inclusive Rosas de Porcelana)”, que, como refere a própria editora, “faz jus ao vaticínio de Pero Vaz de Caminha: ‘Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.’ Nestas muitas águas, a crónica surge como uma das mais caudalosas formas da nossa literatura”. Nesta colecção constam obras como Crónicas desaforadas, de João Branco, O Homem do leme, de Manuel Halpern ou ainda Quase Memórias de um Lugar e outras Andanças, de António de Castro Guerra, perfazendo já oito títulos.
Sobre o Autor
Adebayo Vunge, nascido em Luanda em 1981, é jornalista, ensaísta, docente universitário e consultor. Iniciou-se no jornal Angolense e destacou-se em publicações como Comércio Actualidade, Figuras & Negócios, TPA, Novo Jornal e Jornal de Angola, neste último como colunista regular.
No sector público, exerceu cargos de relevo na comunicação institucional, incluindo o de diretor do Gabinete de Comunicação Institucional do Ministério das Finanças (2015–2024) e o de adido de imprensa na Embaixada de Angola em França. Atualmente, é Administrador Independente da Unitel Money e Primeiro-vogal do Conselho Fiscal da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA).
Participou em várias obras colectivas, como o Dicionário Temático da Lusofonia e, mais recentemente, os Cadernos do S&ER. É autor de várias obras de referência, entre as quais Dos Mass Media em Angola (2006), A Credibilidade dos Media em Angola (2010) e Pensar África(2017). Hoje, afirma-se como uma voz influente na reflexão sobre os media, a actualidade socioeconómica de Angola e os desafios do continente africano.
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