O pedido de suspensão do mandato da antiga presidente da Assembleia Nacional tem dividido as opiniões: de um lado, os que defendem que, com o gesto, Carolina Cerqueira mostrou não estar agarrada aos títulos ou às mordomias; do outro lado, que foi um sinal de “profundo descontentamento” ao Presidente João Lourenço, que lhe afastou do cargo, em circunstâncias nebulosas.
Para uns, a continuação de Carolina Cerqueira nesse órgão como “simples” deputada seria uma “humilhação” ou uma “queda vertiginosa”, depois de ela ter ocupado o principal assento da AN e preenchido o lugar deixado pelo malogrado Fernando Dias dos Santos.
Durante o seu mandato, Carolina teve uma relação de “cortar a faca” com a bancada parlamentar da UNITA, que recebeu a notícia da sua saída da “casa das leis” com satisfação.
Para outros, o pedido de suspensão de mandato não foi apenas uma forma de evitar uma humilhação, como também um gesto de quem já não tinha nada a perder, depois de o seu nome aparecer associado ao do general Higino Carneiro, que é uma espécie de “entrave” as ambições de João Lourenço.
Fontes do Club K dizem que Carolina Cerqueira viu, depois da sua queda, muitas das suas antigas amizades a afastarem-se, com o receio de serem associadas à deposta presidente do Parlamento.
Das “poucas” amizades que lhe mantiveram fiéis, as fontes destacaram as de Higino Carneiro e do Comandante Geral da Polícia Nacional, Francisco Ribas, sendo este último seu afilhado de casamento, a que visita com alguma regularidade.
No entanto, dizem as mesmas fontes que a ex-presidente da AN tem recebido gestos de solidariedade e encorajamento, em surdina, de deputados do seu partido, tanto no activo como na reforma, devido às circunstâncias em que ela foi afastada do cargo.
O lugar de Carolina Cerqueira foi na semana passada ocupado por Luzia Inglês, uma quase octogenária veterana da luta de libertação nacional, que fez a sua carreira política na OMA, mas com grande apego ao poder.
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