Angolano assume funções no órgão inspectivo da ONU

 


O embaixador Makiese Kinkela Augusto apontou as restrições de recursos, a sobreposição de mandatos e a implementação desigual das reformas como principais desafios actuais do sistema da Unidade Conjunta de Inspecção das Nações Unidas (UCI).


O diplomata angolano, que iniciou, formalmente, ontem, mandato para o período 2026-2030, como membro da UCI, apontou, igualmente, os riscos tecnológicos e geopolíticos emergentes como desafios a enfrentar.

 

Primeiro cidadão nacional a integrar aquele órgão externo independente de supervisão da ONU, Makiese Kinkela Augusto defendeu que o verdadeiro valor acrescentado da UCI reside na "promoção da aprendizagem interinstitucional, no reforço da gestão de riscos, na melhoria da governação digital e no aperfeiçoamento dos quadros de orçamentação e prestação de contas orientados para resultados".

 

Segundo uma nota enviada ao Jornal de Angola, Makiese Kinkela Augusto defende que a actuação da UCI deve traduzir-se em “recomendações claras, mensuráveis e orientadas para resultados, sustentadas em análises quantitativas e qualitativas e num envolvimento alargado das partes interessadas, de modo a apoiar os órgãos deliberativos e a liderança executiva da ONU na implementação de reformas eficazes”.

 

Esses princípios, segundo Makiese Augusto, são essenciais para garantir a credibilidade e a utilidade prática das recomendações produzidas pela UCI, sobretudo em contextos institucionais e politicamente sensíveis.

 

A entrada de Makiese Kinkela Augusto na UCI é vista como um marco para a diplomacia angolana, reforçando a presença do país nos mecanismos internacionais de fiscalização, controlo e boa governação, refere o documento.

 

O órgão tem como missão melhorar a eficiência administrativa, a eficácia, a coordenação e a governação de todas as entidades que integram o Sistema das Nações Unidas.

 

Percurso com enfoque na supervisão internacional
Diplomata de carreira, Makiese Kinkela Augusto exerceu funções como embaixador e acumulou uma vasta experiência em fóruns multilaterais.

 

Iniciou a sua trajectória profissional no Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), em Genebra, Suíça, tendo apoiado, igualmente, a Presidência do Conselho de Direitos Humanos entre 2013 e 2015.

 

Durante mais de uma década, representou Angola em Genebra, onde liderou o Grupo Africano em diversos fóruns multilaterais, entre os quais a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Conselho de Direitos Humanos.

 

Destaca-se, ainda, a sua actuação durante dois mandatos consecutivos no Comité Consultivo para Questões Administrativas e Orçamentais das Nações Unidas (ACABQ), órgão subsidiário da Assembleia Geral, responsável pela análise do orçamento e da gestão financeira e administrativa da ONU.

 

A Unidade Conjunta de Inspecção (UCI) é o órgão externo independente de supervisão de todo o sistema das Nações Unidas. É composta por até 11 inspectores eleitos pela Assembleia-Geral, com mandatos de cinco anos, renováveis uma vez, e tem competência para realizar inspecções, avaliações e investigações com vista ao reforço da boa governação e da eficiência institucional.


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