A construção de uma linha férrea de 260 quilómetros, que vai ligar as províncias do Moxico e da Lunda Sul, arrancou esta Terça-feira, com o lançamento da primeira pedra e assinatura do auto de consignação da empreitada.
Ao intervir na cerimónia de lançamento da primeira pedra e assinatura do auto de consignação da obra do Ramal Ferroviário Luena-Saurimo, que ligará o Moxico e a Lunda Sul, o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D'Abreu, considerou que este investimento será "determinante para o desenvolvimento" destas duas províncias.
"O Ramal Ferroviário Luena-Saurimo representa um passo decisivo na expansão da rede ferroviária nacional e na concretização de uma visão estratégica orientada para a integração territorial, o crescimento económico sustentável e o reforço da ligação logística nacional e regional. Este investimento vai ser determinante para o desenvolvimento das províncias do Moxico e da Lunda Sul, ao potenciar a circulação de pessoas e mercadorias e ao impulsionar a economia local", afirmou, citado num comunicado do Ministério dos Transportes a que o VerAngola teve acesso.
Na ocasião, o titular da pasta dos Transportes referiu que este ramal "é a primeira fase de um plano mais amplo de interligação das principais linhas férreas, que vai garantir, materializar a tão desejada integração territorial e regional".
De acordo com o ministro, citado num comunicado do governo provincial do Moxico a que o VerAngola teve acesso, "esta rede não só facilitará a circulação interna de pessoas e mercadorias, como posiciona Angola como plataforma logística estratégica para a região da África Austral".
"Este Ramal Luena-Saurimo não é apenas uma extensão da nossa rede, é um marco de modernização e de confiança na capacidade de execução nacional e internacional em infra-estruturas complexas", referiu, citado na nota.
Já o governador do Moxico, Ernesto Mungala, que também assinalou presença no acto, realçou "a relevância da obra para a região, sublinhando o impacto positivo na mobilidade, no transporte de mercadorias e na dinamização económica da zona Leste do nosso país".
"Este projecto não é apenas para o presente, é uma decisão tomada em nome das próximas gerações, dos jovens de hoje e os filhos dos nossos filhos herdarão um território mais integrado, mais oportunidades de emprego, mais acesso a mercados e mais possibilidades de empreender, por isso sinto-me compelido em afirmar que, quando se constrói uma ferrovia, constrói-se também o futuro", afirmou.
Segundo o comunicado do Ministério dos Transportes, a empreitada deverá ser executada em 60 meses.
"O projecto, adjudicado ao consórcio Odebrecht Engenharia e Construção e Bento Pedroso Construções, contempla uma linha férrea de 260 quilómetros, a construção de 11 pontes, oito estações e dois cruzamentos estratégicos, com execução prevista em 60 meses e criação estimada de 2000 postos de trabalho directos, impulsionando a economia local", lê-se na nota.
A tutela dá ainda conta de que "o projecto integra-se no Plano de Desenvolvimento Nacional e no Plano Director do Sector dos Transportes, prevendo futuras conexões com Malange, Kuito, Menongue e com países vizinhos, reforçando o papel de Angola como plataforma logística estratégica na África Austral".
Publicidade
Lusa
Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação



0 Comentários